Santa Catarina de Sena
Carta No. 24 - ao cura Biringhieri Arzochi (A um sacerdote pouco exemplar)
"Sede, sede aquela flor perfumada que deveis ser; espargi o bom odor (2Cor2,15) na doce presença de Deus. Sabeis que a flor, conservada durante muito tempo na água, não exala perfume, mas fedor. A mim parece, pai, que vós e os demais sacerdotes deveis ser assim uma flor. Mas também essa flor, imersa nas águas iníquas e putrefatas dos pecados e misérias do mundo, não exala perfume, mas fedor. Oh, como é mísero e infeliz quem é posto na santa Igreja como flor, responsável pelos seus súditos! Vós sabeis que Deus os quer límpidos e puros. Infeliz de mim, infeliz de mim, venerável pai! É o contrário que acontece. Comportam-se de tal maneira, que não apenas são fétidos, mas também arruínam todos aqueles que deles se avizinham.
Acordai e não continueis dormindo! Já dormimos bastante, mortos para a graça. Não nos resta mais tempo, soou a hora da sentença, estamos condenados à morte."
O Diálogo - Palavras do Pai Eterno ditadas pela santa no momento mesmo dos êxtases.
"Volto a falar novamente dos clérigos e ministros da Igreja. Quero lamentar-me contigo sobre outros defeitos, dos quais ainda não falei. São aqueles vícios, que uma vez te mostrei na figura de colunas: a impureza, o orgulho e a ganância. Com eles, vendem até a graça do Espírito Santo! São vícios interdependentes e têm uma base comum, o egoísmo. Tais colunas, enquanto permanecem de pé, sem serem derrubadas pelas virtudes, tornam a pessoa obstinada nos demais pecados.
Como disse antes, todos os pecados nascem do egoísmo; o mais grave é o orgulho, que destrói a caridade. O orgulho conduz ainda a pessoa à impureza e à ganância. São esses os três laços que ligam os ministros maus ao demônio."
28.1 - A impureza
"Filha querida! Já tratei um pouco sobre a maneira como os clérigos mancham o corpo e o espírito na impureza. Para que conheças melhor a minha Misericórdia s sintas maior compaixão por esses infelizes, quero acrescentar quanto segue.
Há ministros tão endemoniados que, além de não respeitarem a eucaristia e desprezarem a dignidade que lhes dei, fora de si se apaixonam por determinada pessoa, e, não conseguindo realizar seus desejos, recorrem à magia. Usam então o alimento da eucaristia como instrumento para concretizar seus pensamentos desonestos e más intenções.
Relativamente aos fiéis, que deveriam pastorear e alimentar quanto ao corpo e quanto à alma, apenas os atormentam de diversos modos. Mas não vou me ocupar disso; não quero que sofras em demasia. Como te mostrarei numa visão, os fiéis são abandonados a caminhar sem rumo, desorientados, fazendo o que não querem. Se tentam resistir, sofrem terrivelmente na própria carne. Pois bem, qual a causa de tudo isso e de outros males que conheces e que não é preciso recordar, senão a vida desonesta dos clérigos? Ó Filha querida! atiram lama à minha carne que foi elevada acima dos anjos pela união em Cristo da natureza humana com a divina!
Ó homem abominável e infeliz! Não homem, mas animal, que entregas às meretrizes teu corpo, por mim ungido e consagrado, e que fazes coisas ainda piores! No madeiro da cruz, meu Filho, sofrendo, curou a ferida de Adão herdada por ti e por todos os homens. Com seu sangue,Ele medicou pecados impuros e desonestos! O bom Pastor lavou as ovelhas no seu sangue e tu manchas as ovelhas que são tão puras, tudo fazes para atirá-las à lama. Deverias ser um espelho de honestidade e és um espelho de impureza. Fazes justamente o contrário daquilo que realizou o meu Filho, pois orienta para o mal os seus membros. Permiti que os olhos de Cristo fossem vendados para iluminar os teus, e tu, com olhares impuros, atiras fechas envenenadas contra a tua própria alma e contra o coração das pessoas a quem olhas. Deixei que Ele bebesse fel e vinagre e tu, qual animal desnorteado, saboreias alimentos delicados, tratando o estômago como a um "deus". Sobre tua língua passam palavras desonestas e vazias, quando- por meio dela- devias alertar o próximo, anunciar minha palavra e recitar o Ofício Divino com os lábios e o coração; vejo-te a jurar e imprecar como um desequilibrado, até blasfemando contra mim; permiti que as mãos do meu Filho fossem algemadas para libertar-te, a ti e a todos os homens, dos laços do pecado; e tu usas as mãos ungidas e consagradas em vista da distribuição da Eucaristia, para toques indecorosos; todas as ações, nas quais usas as mãos, estão corrompidas e orientadas para o mal! Ó infeliz! E dizer que eu te pusera em tão alta dignidade para servir a mim e à humanidade! Foram os pés de Cristo transpassados pelos cravos, deles fazendo eu um degrau para que chegasses a contemplar os segredos do seu Coração. Transformei seu Coração numa dispensa, onde todos podeis experimentar o amor inefável que vos dedico; ali encontras o sangue, por ti derramado como purificação dos pecados, mas tu fazes do teu coração um templo para o diabo. Tua afetividade, simbolizada nos pés, só me oferece maldade, uma vez que te conduz unicamente a lugares de pecado.
Assim: ofendes-me com todo o corpo. Fazes exatamente o contrário do que fez Jesus, bem naquele ponto em que tu e os demais homens deveriam imitá-lo. À semelhança de instrumentos musicais, teus sentidos emitem sons desafinados, uma vez que as três faculdades da alma se "reuniram" em torno do demônio, em vez de o fazerem no meu ser. Tua memória deveria estar cheia com a lembrança dos meus favores, no entanto só contém desonestidades e muitos outros males; quanto à inteligência, era teu dever fixá-la mediante a fé em Cristo crucificado, de quem és, ministro, mas vaidosamente lhe deste por objeto os prazeres, a procura de altas posições sociais, a riqueza mundana; tua vontade haveria de repousar diretamente em mim, mas tu a fizeste amar as criaturas e teu próprio corpo. Tens mais amor aos animais do que por mim. Prova disso é a tua impaciência quando te privo de algo, e teu desagrado ante o próximo ao julgares que te prejudicou em alguma coisa. Quando o acusas, revelas que já perdeste o amor por mim e por ele.
Ó infeliz ministro, és sacerdote do meu grande amor! A ti foi confiado o fogo sagrado que é minha caridade divina, o abandonas por afeições desordenadas! Nem mesmo podes suportar, em nome dela, um pequeno prejuízo que te cause alguém."
(28.6.4 - Visão de Catarina sobre a impureza)
Virtudes sacerdotais
"Filha querida, disse tais coisas para que melhor compreendas a dignidade dos meus ministros e chores com mais amargor os seus pecados. Se os ministros meditassem sobre a própria dignidade, não viveriam em pecado mortal, não manchariam sua alma. Se eles não me ofendessem, se não pecassem contra a própria dignidade, se não entregassem até o corpo para ser queimado, mesmo assim não me agradeceriam suficientemente pelo dom que receberam. Neste mundo é impossível uma dignidade maior. São ungidos meus, meus cristos, postos por mim na função de ministros, flores perfumadas na hierarquia da santa Igreja. Nem os anjos possuem dignidade igual a esta concedida aos homens, na pessoa dos sacerdotes.
Coloquei-os como anjos na terra, e como tais devem viver. De todos os homens exijo pureza e amor; todos devem amar-me e amar o próximo; todos devem socorrer o irmão naquilo que lhes for possível com orações e obras de caridade, assim como já disse em outro lugar, ao tratar desse assunto. Mas dos meus ministros peço pureza maior, maior amor por mim e pelos homens. Que distribuam o corpo e sangue do meu Filho com grande desejo da salvação da humanidade, para glória do meu nome. Da mesma forma como eles querem limpo o cálice usado no sacrifício eucarístico, também eu quero que sejam puros os seus corações, suas almas, seus pensamentos. Igualmente seus corpos - instrumentos da alma - hão de ser possuídos em perfeita pureza. Não quero que se envolvam na lama da luxúria, nem que se mostrem inflados de orgulho na procura de cargos prelatícios ou cheios de rancor por si mesmos e pelos outros. A insatisfação pessoal costuma manifestar-se sobre os outros; quando impacientes, os ministros terminarão dando maus exemplos, não se preocuparão em livrar os homens das mãos do demônio, não se dedicarão com esforço ao ministério do corpo e sangue do meu Filho, não distribuirão a luz da eucaristia na forma explicada.
Filha querida, compreendes quanto o pecado contra a natureza me desagrada em qualquer pessoa; mas entenderás também que muito mais me desgosta quando é praticado por aqueles que escolhi para a vida de continência. Uns abandonaram o mundo e se fizeram religiosos; outros são diocesanos. Entre eles acham-se os ministros. Jamais entenderás como tal vício, cometido por eles, ofende-me muito mais do que quando feito pelos leigos em geral e pelos leigos consagrados. Os ministros são lâmpadas colocadas sobre o candelabro e devem iluminar pelo ministério eucarístico, pela virtude, pelo bom exemplo. Mas de fato espalham a escuridão. Vivem na escuridão. Por causa de sua soberba e impureza, nada entendem das Escrituras, a não ser em sua veste exterior, literária."
Este blogue é tradicional e também fiel á verdadeira Religião Una, Católica, Apostólica, Romana e tem por objectivo a divulgação da Missa Tridentina em Portugal e no Brasil,e preservar a sua Doutrina original. Dedico este blog á Virgem Santíssima, ao Sagrado Coração de Jesus,a São José e as Almas do Purgatório,como reconhecimento e gratidão por me terem tirado do Paganismo. Evangelização Tradicional e Apostolado de Oração no Porto.
Jesus Crucified
Jesus Christ have mercy on us
Holy Tridentine Mass - Santa Missa Tridentina.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
About the 15 prayers of St Brigid
Magnificent Prayers, Yes —
Magnificent Promises, No
by Very Rev. Fr. Casimir M. Puskorius, CMRI
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A Monitum from the Holy Office: In certain places a booklet has appeared with the title “The Secret of Happiness: Fifteen Prayers Revealed by Our Lord to Saint Brigid in the Church of Saint Paul in Rome,” published in various languages at Nice (and elsewhere).
Since it is asserted in this booklet that certain promises were made by God to Saint Brigid, and it is by no means certain that these promises were of supernatural origin, Ordinaries of places [bishops of dioceses] must avoid giving permission to publish or to reprint works or writings which contain the aforesaid promises.
Given at Rome, from the Holy Office, 28 January, 1954
(Acta Apostolicae Sedis 46-64, as contained in Canon Law Digest, Vol. IV, p. 389, Milwaukee: Bruce Publishing Company, 1958)
--------------------------------------------------------------------------------
Among the popular devotions of the Catholic faithful are the “Magnificent Prayers” of St. Bridget (Brigid), to be prayed uninterruptedly for an entire year. These fifteen prayers focus on the Sacred Passion of Our Divine Lord, and are believed to have been revealed to St. Bridget of Sweden (feastday - Oct. 8), a great devotee of the Passion. Unfortunately, these prayers sometimes appear in booklets along with the promises whose publication the Holy Office forbade in 1954. The prayers themselves were not condemned, but it will be fairly apparent later on in this article why restriction was placed on the so-called “Magnificent Promises.”
St. Bridget was the daughter of a wealthy governor in Sweden. Born around the year 1303, she was favored with visions of the Crucified Savior by the time she was seven.1 Called to the married state, she bore eight children, among whom would be the future St. Catherine of Sweden. She survived her husband, and eventually went to reside in Rome where she continued to be favored with visions. The Fifteen Prayers were given in this setting:
Those who visit the Church of St. Paul in Rome can see the life-size crucifix sculptured by Pietro Cavallini, before which St. Bridget knelt, and there can be read the following inscription: “Pendentis pendente Dei verba accepit aure accipit et verbum corde Brigitta Deum. Anno Jubilei MCCCL,” which recalls the prodigy of the crucifix conversing with St. Bridget.2 (Translation: “Bridget not only receives the words of God hanging in the air, but takes the word of God into her heart. Jubilee Year 1350.”)
Now for a bit of history on how these prayers were disseminated. They were copied from a book printed in Toulouse in France in 1740, and published by Fr. Adrien Parvilliers, S.J., with the proper permissions.3 Among those who reportedly encouraged this devotion were Popes Urban VI and Pius IX. The Congress of Malines (ecclesiastical province of Mechlin in Belgium) is also said to have approved them on August 22, 1863.4
According to a booklet that publishes the alleged promises,5 Our Lord had revealed to St. Bridget that He received 5,480 blows to His Sacred Body during the Passion. Therefore, if one were to pray the 15 prayers daily for a year, along with 15 Our Fathers and Hail Marys, one would thereby have honored each of the wounds received. (Actually, 15 times 365 is 5,475. If the leap year is factored in, the calculation is closer. Thus, 15 x 365.25 = 5,478.75, which rounds off to 5, 479.)
This part of the revelation does not seem to be against Catholic doctrine. When the Scriptural accounts of the Passion are considered, this number seems to be a reasonable calculation. It is entirely possible that the Divine knowledge, which knows the minutest details of the Passion, chose to communicate to St. Bridget the number of actual blows to edify the faithful and inspire them with a greater love of the suffering Redeemer.
It is the promises, though, that are problematic. Some of them are consistent with Church teaching, but some of them definitely are not. Here is a sampling6 of those that are not, along with my comments:
“2. Fifteen souls of his lineage will be confirmed and preserved in grace.” How is it possible for anyone to be “confirmed in grace”? No one can be certain of salvation in this manner, much less can this certainty be given gratuitously to descendants.
“4. Whoever recites these Prayers will attain the first degree of perfection.” What is the first degree of perfection? This is nebulous and ill-defined. Reciting these prayers daily for an entire year would imply some degree of perfection, but not necessarily the highest. Moreover, neurotics and those who love to “rattle off” prayers in great quantity may easily say these prayers daily, and be no closer to perfection than they were when they started. Quality is necessary and even more important than quantity.
“5. Fifteen days before his death I will give him My Precious Body in order that he may escape eternal starvation; I will give him My Precious Blood to drink lest he thirst eternally.” It is true that when we receive the Sacred Host, we are at the same time receiving the Precious Blood of Jesus. Why is a distinction necessary here?
“11. Let it be known that whoever may have been living in a state of mortal sin for 30 years, but who will recite devoutly, or have the intention to recite these prayers, the Lord will forgive him all his sins.” This is not consistent with any promises given in other approved private revelations, such as the Promise of the Nine First Fridays or of the Five First Saturdays. What is so significant about 30 in this context? If one were to be tragically living in mortal sin for, say, 29 or 31 years, would the promise suddenly be ineffective? Also, how does the mere intent of saying the prayers for a year constitute an act of perfect contrition? One could resolve to say the prayers out of fear of God’s punishments, and this would be only imperfect contrition. A sacramental Confession would be needed as well for actual forgiveness.
“19. He is assured of being joined to the supreme Choir of Angels.” This sounds nice, but one would have to have the fervor and sanctity of a saint such as St. Francis to receive the reward of the Seraphim or Cherubim.
The reader should be able to see why the Holy Office took exception to the “Magnificent Promises,” and, with the apostolic authority it possessed, forbade publishers to print them and the faithful to believe them. The prayers themselves are fine, and certainly conducive to sanctification. I encourage you to pray them devoutly every day for a year, and blessings are sure to flow from this recitation.
One may wonder how it is that St. Bridget’s revelations could have been faulty. After all, she is a canonized saint! It must be understood that the Holy Office did not definitively condemn the Promises. Rather, it ruled that we cannot be sure of their origin: either they are a concoction, or they were not accurately transmitted by the writers of the past, or the holy seer herself did not clearly enough transmit them (after all, no visionary is an infallible oracle). With wisdom and charity, this highest of Roman curial departments simply ordered the Promises to be removed from circulation.
This very point underscores the nature of private revelation. It is apart from the Deposit of Faith taught by Our Lord, communicated to us by the Apostles, and safeguarded by the Church as what we absolutely must believe to be saved. The Church does not receive or transmit ongoing revelation of truths which are necessary for salvation. All the Church can do is examine private revelation, and determine whether it is contrary to faith and morals or not. If it is not, then it is presented to the faithful as something that may be believed. Though charity, as St. Paul declares to the Corinthians, “believeth all things” (I Cor. 13:7), it is still governed by faith in the Church’s guiding, infallible authority and obedience to her decrees. We do well to bear this in mind, as we make use of private revelations to help us on the path of holiness.
Footnotes
1A. & K. Mausloff, Saint Companions for Each Day, London: St. Paul Publications, 1959, p. 277
2The Magnificent Prayers, Rockford: TAN Publishers, 1983, p. 3 — a reprint of the 1971 Marian Publications version, South Bend, Indiana
3Ibid.
4Ibid.
5The Pieta Prayer Booklet, Hickory Corners, MI: MLOR Corporation, 1996, p. 5
6Ibid., pp. 5-6
Magnificent Promises, No
by Very Rev. Fr. Casimir M. Puskorius, CMRI
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A Monitum from the Holy Office: In certain places a booklet has appeared with the title “The Secret of Happiness: Fifteen Prayers Revealed by Our Lord to Saint Brigid in the Church of Saint Paul in Rome,” published in various languages at Nice (and elsewhere).
Since it is asserted in this booklet that certain promises were made by God to Saint Brigid, and it is by no means certain that these promises were of supernatural origin, Ordinaries of places [bishops of dioceses] must avoid giving permission to publish or to reprint works or writings which contain the aforesaid promises.
Given at Rome, from the Holy Office, 28 January, 1954
(Acta Apostolicae Sedis 46-64, as contained in Canon Law Digest, Vol. IV, p. 389, Milwaukee: Bruce Publishing Company, 1958)
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Among the popular devotions of the Catholic faithful are the “Magnificent Prayers” of St. Bridget (Brigid), to be prayed uninterruptedly for an entire year. These fifteen prayers focus on the Sacred Passion of Our Divine Lord, and are believed to have been revealed to St. Bridget of Sweden (feastday - Oct. 8), a great devotee of the Passion. Unfortunately, these prayers sometimes appear in booklets along with the promises whose publication the Holy Office forbade in 1954. The prayers themselves were not condemned, but it will be fairly apparent later on in this article why restriction was placed on the so-called “Magnificent Promises.”
St. Bridget was the daughter of a wealthy governor in Sweden. Born around the year 1303, she was favored with visions of the Crucified Savior by the time she was seven.1 Called to the married state, she bore eight children, among whom would be the future St. Catherine of Sweden. She survived her husband, and eventually went to reside in Rome where she continued to be favored with visions. The Fifteen Prayers were given in this setting:
Those who visit the Church of St. Paul in Rome can see the life-size crucifix sculptured by Pietro Cavallini, before which St. Bridget knelt, and there can be read the following inscription: “Pendentis pendente Dei verba accepit aure accipit et verbum corde Brigitta Deum. Anno Jubilei MCCCL,” which recalls the prodigy of the crucifix conversing with St. Bridget.2 (Translation: “Bridget not only receives the words of God hanging in the air, but takes the word of God into her heart. Jubilee Year 1350.”)
Now for a bit of history on how these prayers were disseminated. They were copied from a book printed in Toulouse in France in 1740, and published by Fr. Adrien Parvilliers, S.J., with the proper permissions.3 Among those who reportedly encouraged this devotion were Popes Urban VI and Pius IX. The Congress of Malines (ecclesiastical province of Mechlin in Belgium) is also said to have approved them on August 22, 1863.4
According to a booklet that publishes the alleged promises,5 Our Lord had revealed to St. Bridget that He received 5,480 blows to His Sacred Body during the Passion. Therefore, if one were to pray the 15 prayers daily for a year, along with 15 Our Fathers and Hail Marys, one would thereby have honored each of the wounds received. (Actually, 15 times 365 is 5,475. If the leap year is factored in, the calculation is closer. Thus, 15 x 365.25 = 5,478.75, which rounds off to 5, 479.)
This part of the revelation does not seem to be against Catholic doctrine. When the Scriptural accounts of the Passion are considered, this number seems to be a reasonable calculation. It is entirely possible that the Divine knowledge, which knows the minutest details of the Passion, chose to communicate to St. Bridget the number of actual blows to edify the faithful and inspire them with a greater love of the suffering Redeemer.
It is the promises, though, that are problematic. Some of them are consistent with Church teaching, but some of them definitely are not. Here is a sampling6 of those that are not, along with my comments:
“2. Fifteen souls of his lineage will be confirmed and preserved in grace.” How is it possible for anyone to be “confirmed in grace”? No one can be certain of salvation in this manner, much less can this certainty be given gratuitously to descendants.
“4. Whoever recites these Prayers will attain the first degree of perfection.” What is the first degree of perfection? This is nebulous and ill-defined. Reciting these prayers daily for an entire year would imply some degree of perfection, but not necessarily the highest. Moreover, neurotics and those who love to “rattle off” prayers in great quantity may easily say these prayers daily, and be no closer to perfection than they were when they started. Quality is necessary and even more important than quantity.
“5. Fifteen days before his death I will give him My Precious Body in order that he may escape eternal starvation; I will give him My Precious Blood to drink lest he thirst eternally.” It is true that when we receive the Sacred Host, we are at the same time receiving the Precious Blood of Jesus. Why is a distinction necessary here?
“11. Let it be known that whoever may have been living in a state of mortal sin for 30 years, but who will recite devoutly, or have the intention to recite these prayers, the Lord will forgive him all his sins.” This is not consistent with any promises given in other approved private revelations, such as the Promise of the Nine First Fridays or of the Five First Saturdays. What is so significant about 30 in this context? If one were to be tragically living in mortal sin for, say, 29 or 31 years, would the promise suddenly be ineffective? Also, how does the mere intent of saying the prayers for a year constitute an act of perfect contrition? One could resolve to say the prayers out of fear of God’s punishments, and this would be only imperfect contrition. A sacramental Confession would be needed as well for actual forgiveness.
“19. He is assured of being joined to the supreme Choir of Angels.” This sounds nice, but one would have to have the fervor and sanctity of a saint such as St. Francis to receive the reward of the Seraphim or Cherubim.
The reader should be able to see why the Holy Office took exception to the “Magnificent Promises,” and, with the apostolic authority it possessed, forbade publishers to print them and the faithful to believe them. The prayers themselves are fine, and certainly conducive to sanctification. I encourage you to pray them devoutly every day for a year, and blessings are sure to flow from this recitation.
One may wonder how it is that St. Bridget’s revelations could have been faulty. After all, she is a canonized saint! It must be understood that the Holy Office did not definitively condemn the Promises. Rather, it ruled that we cannot be sure of their origin: either they are a concoction, or they were not accurately transmitted by the writers of the past, or the holy seer herself did not clearly enough transmit them (after all, no visionary is an infallible oracle). With wisdom and charity, this highest of Roman curial departments simply ordered the Promises to be removed from circulation.
This very point underscores the nature of private revelation. It is apart from the Deposit of Faith taught by Our Lord, communicated to us by the Apostles, and safeguarded by the Church as what we absolutely must believe to be saved. The Church does not receive or transmit ongoing revelation of truths which are necessary for salvation. All the Church can do is examine private revelation, and determine whether it is contrary to faith and morals or not. If it is not, then it is presented to the faithful as something that may be believed. Though charity, as St. Paul declares to the Corinthians, “believeth all things” (I Cor. 13:7), it is still governed by faith in the Church’s guiding, infallible authority and obedience to her decrees. We do well to bear this in mind, as we make use of private revelations to help us on the path of holiness.
Footnotes
1A. & K. Mausloff, Saint Companions for Each Day, London: St. Paul Publications, 1959, p. 277
2The Magnificent Prayers, Rockford: TAN Publishers, 1983, p. 3 — a reprint of the 1971 Marian Publications version, South Bend, Indiana
3Ibid.
4Ibid.
5The Pieta Prayer Booklet, Hickory Corners, MI: MLOR Corporation, 1996, p. 5
6Ibid., pp. 5-6
A Paz virá de Fátima e não da mão do homem,nem qualquer outra organização humana ou social.
Terceiro Segredo revela o Grande Castigo
(IV Parte)
pelo Padre Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M.Div., S.T.L. (Cand.)
O falecido Padre Malachi Martin disse, na sua última entrevista no Art Bell Show (1998), que havia qualquer coisa chocante e horrível no Terceiro Segredo de Fátima. Não é a aniquilação de nações, uma guerra nuclear ou perseguição sangrenta à Igreja. É algo de muito pior. O Papa Pio XII referiu-se a isto quando declarou em 1945: "O mundo está à beira de um precipício assustador... Os homens devem preparar-se para um sofrimento tal como a humanidade nunca viu". O Terceiro Segredo é apocalíptico e portanto corresponde aos textos escatológicos da Sagrada Escritura. Foi isto que o Cardeal Ratzinger indicou, quando revelou que o Segredo diz respeito aos ‘novissimi’ – as ‘últimas coisas’, e corresponde ao que está revelado na Sagrada Escritura.
Quando fizeram perguntas na Alemanha ao Papa João Paulo II sobre o Terceiro Segredo, ele disse que "devemos estar preparados para passar por grandes provações num futuro não muito distante, provações essas que exigirão que estejamos prontos a dar as nossas vidas..."1 Quando o Papa João Paulo II ainda era o Cardeal Wojtyla, tratou deste tema durante uma visita aos Estados Unidos em 1976:
"Estamos agora deparados com a maior confrontação histórica por que passou a humanidade. Não creio que grande parte da sociedade americana, ou grande parte da comunidade cristã, esteja a compreender bem isto. Estamos agora a ver a confrontação final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho.2 É uma provação que a Igreja deve enfrentar".
Este é o núcleo do Terceiro Segredo de Fátima.
Toda a fúria do inferno desencadear-se-á sobre a terra para tentar destronar Cristo Rei e instalar satanás no Seu lugar – será a culminação do ‘mistério da iniquidade’ representada na imagem da Torre de Babel – o apocalíptico ‘mistério da Babilónia’: a falsa ‘igreja’, a ‘igreja da heresia’ e o seu ‘papa’. As antigas perseguições dos romanos são insignificantes em comparação com os horrores que acontecerão nesta grande ‘tribulação’ que Nosso Senhor profetizou nos Santos Evangelhos e Pio XII predisse que estava muito perto. Este é o coração, o núcleo do Terceiro Segredo.
Parece que a consagração da Rússia não será feita a tempo de impedir a tribulação do Grande Castigo, que foi prevista universalmente nas profecias dos santos desde os tempos dos antigos Padres. Todavia, será feita a tempo de impedir a consumação do ‘mistério da iniquidade’. Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que o príncipe deste mundo foi derrubado do seu trono, que, portanto, nunca mais poderá restaurar. O reino de satanás será destruído antes de se estabelecer por completo, e assim a Torre de Babel nunca será completada.
Com base nas conclusões a que cheguei depois de estudar a profecia católica desde 1970, creio que a Grande Apostasia, profetizada nas Escrituras e no Terceiro Segredo de Fátima, será formalizada sob o poder do antipapa que S. Francisco de Assis anunciou, durante o pontificado do sucessor imediato do Papa João Paulo II, que terá que fugir de Roma e não estará numa situação que lhe permita fazer a consagração. Será o Papa que lhe suceder, segundo a minha opinião (e de acordo com a profecia do estigmatizado romano Antonio Ruffini), o segundo Papa depois de João Paulo II, quem finalmente consagrará a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, juntamente com todos os bispos do mundo. A Rússia converter-se-á. O Seu Coração Imaculado triunfará. Uma grande multidão de tradicionalistas russos entrará na Igreja Católica. A Rússia converter-se-á e a Igreja voltará às Suas tradições. Haverá paz. Mas isto sucederá depois do castigo.
Pouco antes da Primavera de 1991, quando visitei Fátima, Nossa Senhora revelou à Irmã Lúcia (segundo uma fonte de muita confiança em Fátima) que o Terceiro Segredo seria revelado durante uma grande guerra. O Terceiro Segredo ainda não foi completamente revelado, como até o próprio Cardeal Ratzinger admitiu numa conversa particular com uma pessoa de língua alemã, amigo pessoal de longa data do Papa João Paulo II (e que eu conheço pessoalmente), que o confrontou com a alegada publicação de "todo" o Terceiro Segredo. Ratzinger respondeu: "De facto, isso não era tudo". O Terceiro Segredo será revelado, mas será tarde: só depois de se ter desencadeado a próxima guerra mundial.
A profanação de igrejas e santuários católicos por cultos pagãos e a mistura da religião verdadeira com falsas religiões é o sinal de que o castigo virá num futuro imediato. A profanação do santuário, do Local Sagrado de Deus, é um acto sacrílego e blasfemo de impiedade que, em estrita justiça, exige um castigo imediato. Por isso, Deus, para continuar a ser justo, não pode continuar a ser paciente na presenção das abominações sacrílegas que estão agora a acontecer em igrejas e santuários católicos. É precisamente para esta espécie de pecados que Deus declara: "Portanto, também os tratarei com a Minha ira; o Meu olho não os poupará, não Me compadecerei deles... nem terei compaixão alguma; sobre a sua cabeça farei recair as suas obras" (Ezequiel 8:18, 9:10).
Notas:
1. Cf. Stimme des Glaubens de Novembro de 1980.
2. "Notable and Quotable", Cardeal Karol Wojtyla, no Wall Street Journal de Novembro de 1978.
(IV Parte)
pelo Padre Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M.Div., S.T.L. (Cand.)
O falecido Padre Malachi Martin disse, na sua última entrevista no Art Bell Show (1998), que havia qualquer coisa chocante e horrível no Terceiro Segredo de Fátima. Não é a aniquilação de nações, uma guerra nuclear ou perseguição sangrenta à Igreja. É algo de muito pior. O Papa Pio XII referiu-se a isto quando declarou em 1945: "O mundo está à beira de um precipício assustador... Os homens devem preparar-se para um sofrimento tal como a humanidade nunca viu". O Terceiro Segredo é apocalíptico e portanto corresponde aos textos escatológicos da Sagrada Escritura. Foi isto que o Cardeal Ratzinger indicou, quando revelou que o Segredo diz respeito aos ‘novissimi’ – as ‘últimas coisas’, e corresponde ao que está revelado na Sagrada Escritura.
Quando fizeram perguntas na Alemanha ao Papa João Paulo II sobre o Terceiro Segredo, ele disse que "devemos estar preparados para passar por grandes provações num futuro não muito distante, provações essas que exigirão que estejamos prontos a dar as nossas vidas..."1 Quando o Papa João Paulo II ainda era o Cardeal Wojtyla, tratou deste tema durante uma visita aos Estados Unidos em 1976:
"Estamos agora deparados com a maior confrontação histórica por que passou a humanidade. Não creio que grande parte da sociedade americana, ou grande parte da comunidade cristã, esteja a compreender bem isto. Estamos agora a ver a confrontação final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho.2 É uma provação que a Igreja deve enfrentar".
Este é o núcleo do Terceiro Segredo de Fátima.
Toda a fúria do inferno desencadear-se-á sobre a terra para tentar destronar Cristo Rei e instalar satanás no Seu lugar – será a culminação do ‘mistério da iniquidade’ representada na imagem da Torre de Babel – o apocalíptico ‘mistério da Babilónia’: a falsa ‘igreja’, a ‘igreja da heresia’ e o seu ‘papa’. As antigas perseguições dos romanos são insignificantes em comparação com os horrores que acontecerão nesta grande ‘tribulação’ que Nosso Senhor profetizou nos Santos Evangelhos e Pio XII predisse que estava muito perto. Este é o coração, o núcleo do Terceiro Segredo.
Parece que a consagração da Rússia não será feita a tempo de impedir a tribulação do Grande Castigo, que foi prevista universalmente nas profecias dos santos desde os tempos dos antigos Padres. Todavia, será feita a tempo de impedir a consumação do ‘mistério da iniquidade’. Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que o príncipe deste mundo foi derrubado do seu trono, que, portanto, nunca mais poderá restaurar. O reino de satanás será destruído antes de se estabelecer por completo, e assim a Torre de Babel nunca será completada.
Com base nas conclusões a que cheguei depois de estudar a profecia católica desde 1970, creio que a Grande Apostasia, profetizada nas Escrituras e no Terceiro Segredo de Fátima, será formalizada sob o poder do antipapa que S. Francisco de Assis anunciou, durante o pontificado do sucessor imediato do Papa João Paulo II, que terá que fugir de Roma e não estará numa situação que lhe permita fazer a consagração. Será o Papa que lhe suceder, segundo a minha opinião (e de acordo com a profecia do estigmatizado romano Antonio Ruffini), o segundo Papa depois de João Paulo II, quem finalmente consagrará a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, juntamente com todos os bispos do mundo. A Rússia converter-se-á. O Seu Coração Imaculado triunfará. Uma grande multidão de tradicionalistas russos entrará na Igreja Católica. A Rússia converter-se-á e a Igreja voltará às Suas tradições. Haverá paz. Mas isto sucederá depois do castigo.
Pouco antes da Primavera de 1991, quando visitei Fátima, Nossa Senhora revelou à Irmã Lúcia (segundo uma fonte de muita confiança em Fátima) que o Terceiro Segredo seria revelado durante uma grande guerra. O Terceiro Segredo ainda não foi completamente revelado, como até o próprio Cardeal Ratzinger admitiu numa conversa particular com uma pessoa de língua alemã, amigo pessoal de longa data do Papa João Paulo II (e que eu conheço pessoalmente), que o confrontou com a alegada publicação de "todo" o Terceiro Segredo. Ratzinger respondeu: "De facto, isso não era tudo". O Terceiro Segredo será revelado, mas será tarde: só depois de se ter desencadeado a próxima guerra mundial.
A profanação de igrejas e santuários católicos por cultos pagãos e a mistura da religião verdadeira com falsas religiões é o sinal de que o castigo virá num futuro imediato. A profanação do santuário, do Local Sagrado de Deus, é um acto sacrílego e blasfemo de impiedade que, em estrita justiça, exige um castigo imediato. Por isso, Deus, para continuar a ser justo, não pode continuar a ser paciente na presenção das abominações sacrílegas que estão agora a acontecer em igrejas e santuários católicos. É precisamente para esta espécie de pecados que Deus declara: "Portanto, também os tratarei com a Minha ira; o Meu olho não os poupará, não Me compadecerei deles... nem terei compaixão alguma; sobre a sua cabeça farei recair as suas obras" (Ezequiel 8:18, 9:10).
Notas:
1. Cf. Stimme des Glaubens de Novembro de 1980.
2. "Notable and Quotable", Cardeal Karol Wojtyla, no Wall Street Journal de Novembro de 1978.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Uma geração candidata a objeto sexual.
Extraído do "Washington Post"
Por Patricia Dalton*
Minha filha de 23 anos disse: "Vocês não vão acreditar como a Victoria's Secret está estranha: toda em vermelho e preto, com um monte de manequins que parecem estrelas pornô." Alguns vendedores ficaram tão ofendidos com a vitrine que ameaçaram boicotar a loja; outros somente torceram o nariz.
Tenho escutado variações sobre esse mesmo tema cada vez mais freqüentemente no meu escritório. As mães se dizem incomodadas com as roupas ousadas que suas filhas adolescentes e pré-adolescentes estão usando, dentro e fora de casa.
Na verdade, conflitos sobre a vestimenta é o que os leva a ir para a terapia familiar. As próprias filhas podem ser imperiosas ou mal-humoradas, mas quase todas empregam a desculpa de que "todo mundo faz isso". E realmente uma grande quantidade de meninas está fazendo isso.
Antes, as mulheres reclamavam de serem reduzidas a objetos sexuais. Hoje, suas filhas estão se candidatando a ser objetos sexuais. E apesar de os pais demonstrarem desaprovação, normalmente eles não conseguem tomar nenhuma atitude. Com isso, eles colocam inadvertidamente as mulheres em risco ao permitir que pulem a "meninice". Quando uma filha sai dessa fase diretamente para a fase mulher, ela está interpretando um papel em vez de aprender gradualmente a viver sua própria vida. Essas meninas podem parecer completas, mas não são. Muitas vezes, há uma menina perdida ali. Quem defende estilos provocativos de se vestir pegou carona na mensagem liberal dos anos 60 e a levou um pouco além. Eles vêem quem demonstra não gostar do sexualmente explícito como repressores e antiquados. Uma jovem mulher me disse: "É quase politicamente incorreto dizer que algo é inapropriado."
Uma das visões mais irritantes hoje em dia é a de garotas com biquínis pequenos na piscina, ou andando por aí com calças de cintura baixa e tops, ou de salto e vestidos provocativos, às vezes completas com maquiagem e jóias. E isso não acontece só nos recitais de dança. Pode ser visto diariamente. O tempo passou, hein? As Lennon Sisters e Gidget - grupos adolescentes americanos dos anos 60 - da nossa meninice estão a anos-luz das atuais Britney Spears e Lindsay Lohan, dois atuais ícones femininos da música e do cinema. A ponte entre essas duas gerações de estrelas foi Madonna - antes de ela ter filhos e dar um jeito nas suas apresentações.
Em algum momento das décadas passadas, enquanto nós, adultos, não estávamos olhando, a classe sumiu e a vulgaridade assumiu. Volte algumas décadas atrás (se você tem idade o suficiente) até o surgimento da pílula, o primeiro método confiável de controle de natalidade. O que testemunhamos hoje em dia é o desmoronamento da subseqüente revolução sexual. Foi-se o medo da gravidez indesejada. Em conjunto, veio a assimilação de que problemas sexuais eram o resultado da repressão e que relaxar as restrições e a estrutura permitiria a todos viver em uma espécie de utopia sexual. Bem, a chamada utopia está aqui e as mulheres mais velhas têm razões para ficar alarmadas com os perigos que as jovens mulheres estão trazendo para si mesmas. Essas garotas certamente são tratadas como objetos assim como em qualquer geração anterior. É um tratamento pré-liberação disfarçado de pós-liberação. "Voltem antes que seja muito tarde!", queremos alertá-la. Porque o que as espera com este comportamento não é o Príncipe Encantado. O mais provável é que se encontrem solitárias e arrependidas. Por alguma razão, no entanto, muitas mulheres adultas não conseguem seguir os instintos nos quais confiaram durante séculos para se protegerem e às filhas.
Não há mais padrões comuns de vestimenta e comportamento que os pais, as escolas e a sociedade costumavam fortalecer em conjunto. Na minha faculdade, por exemplo, usávamos uniforme; a saia tinha que tocar no chão quando nos agachávamos - e os professores verificavam! Deixaram os pais sozinhos para discutir isso, da cabeça aos pés, com suas filhas adolescentes. As mães que vêm ao meu consultório muitas vezes expressam dúvida sobre seu próprio julgamento, sem saber onde colocar limite quando suas filhas se vestem de forma provocativa. Enquanto isso, as meninas admitem abertamente que apenas reproduzem o que vêem na mídia. Uma jovem me disse que adorava o seriado da televisão Sex and the City, mas sabia que ele "contribuía" para o problema. Outro seriado, Desperate Housewives, também.
Quando vejo crianças vestidas como "vamps", lembro das palavras da escritora Marie Winn no seu livro de 1981, Children Without Childhood (Crianças sem Infância): "A idade da proteção acabou". Ela descreveu a pesquisa do especialista austríaco em comportamento animal Konrad Lorenz sobre o que ele chamou de características neotênicas nos jovens de várias espécies e o objetivo a que servem. Nas crianças, essas características englobam cabeças e olhos desproporcionais e proporções corporais pequenas e arredondadas. Lorenz supõe, por hipótese, que essas características funcionam como "mecanismos de liberação" internos. Elas provocam ou nutrem respostas protetoras dos adultos. Os pais - às vezes, sem perceber - colocam suas filhas em risco quando camuflam essas características ao permitir que se vistam como adultos. Esse tipo de vestimenta leva a criança a imitar comportamentos da mulher adulta que ela ainda não entende. Isso pode causar um curto-circuito no desenvolvimento normal. Pode também encorajar crianças mais velhas e adultos a se relacionar com essas jovens como seres sexuais, às vezes, com conseqüências trágicas.
* Patricia Dalton é psicóloga em Boston - Estados Unidos
Fonte: http://sociedadeapostolado.blogspot.com/2008/05/moda-e-comportamento-entre-adolescentes.html
Por Patricia Dalton*
Minha filha de 23 anos disse: "Vocês não vão acreditar como a Victoria's Secret está estranha: toda em vermelho e preto, com um monte de manequins que parecem estrelas pornô." Alguns vendedores ficaram tão ofendidos com a vitrine que ameaçaram boicotar a loja; outros somente torceram o nariz.
Tenho escutado variações sobre esse mesmo tema cada vez mais freqüentemente no meu escritório. As mães se dizem incomodadas com as roupas ousadas que suas filhas adolescentes e pré-adolescentes estão usando, dentro e fora de casa.
Na verdade, conflitos sobre a vestimenta é o que os leva a ir para a terapia familiar. As próprias filhas podem ser imperiosas ou mal-humoradas, mas quase todas empregam a desculpa de que "todo mundo faz isso". E realmente uma grande quantidade de meninas está fazendo isso.
Antes, as mulheres reclamavam de serem reduzidas a objetos sexuais. Hoje, suas filhas estão se candidatando a ser objetos sexuais. E apesar de os pais demonstrarem desaprovação, normalmente eles não conseguem tomar nenhuma atitude. Com isso, eles colocam inadvertidamente as mulheres em risco ao permitir que pulem a "meninice". Quando uma filha sai dessa fase diretamente para a fase mulher, ela está interpretando um papel em vez de aprender gradualmente a viver sua própria vida. Essas meninas podem parecer completas, mas não são. Muitas vezes, há uma menina perdida ali. Quem defende estilos provocativos de se vestir pegou carona na mensagem liberal dos anos 60 e a levou um pouco além. Eles vêem quem demonstra não gostar do sexualmente explícito como repressores e antiquados. Uma jovem mulher me disse: "É quase politicamente incorreto dizer que algo é inapropriado."
Uma das visões mais irritantes hoje em dia é a de garotas com biquínis pequenos na piscina, ou andando por aí com calças de cintura baixa e tops, ou de salto e vestidos provocativos, às vezes completas com maquiagem e jóias. E isso não acontece só nos recitais de dança. Pode ser visto diariamente. O tempo passou, hein? As Lennon Sisters e Gidget - grupos adolescentes americanos dos anos 60 - da nossa meninice estão a anos-luz das atuais Britney Spears e Lindsay Lohan, dois atuais ícones femininos da música e do cinema. A ponte entre essas duas gerações de estrelas foi Madonna - antes de ela ter filhos e dar um jeito nas suas apresentações.
Em algum momento das décadas passadas, enquanto nós, adultos, não estávamos olhando, a classe sumiu e a vulgaridade assumiu. Volte algumas décadas atrás (se você tem idade o suficiente) até o surgimento da pílula, o primeiro método confiável de controle de natalidade. O que testemunhamos hoje em dia é o desmoronamento da subseqüente revolução sexual. Foi-se o medo da gravidez indesejada. Em conjunto, veio a assimilação de que problemas sexuais eram o resultado da repressão e que relaxar as restrições e a estrutura permitiria a todos viver em uma espécie de utopia sexual. Bem, a chamada utopia está aqui e as mulheres mais velhas têm razões para ficar alarmadas com os perigos que as jovens mulheres estão trazendo para si mesmas. Essas garotas certamente são tratadas como objetos assim como em qualquer geração anterior. É um tratamento pré-liberação disfarçado de pós-liberação. "Voltem antes que seja muito tarde!", queremos alertá-la. Porque o que as espera com este comportamento não é o Príncipe Encantado. O mais provável é que se encontrem solitárias e arrependidas. Por alguma razão, no entanto, muitas mulheres adultas não conseguem seguir os instintos nos quais confiaram durante séculos para se protegerem e às filhas.
Não há mais padrões comuns de vestimenta e comportamento que os pais, as escolas e a sociedade costumavam fortalecer em conjunto. Na minha faculdade, por exemplo, usávamos uniforme; a saia tinha que tocar no chão quando nos agachávamos - e os professores verificavam! Deixaram os pais sozinhos para discutir isso, da cabeça aos pés, com suas filhas adolescentes. As mães que vêm ao meu consultório muitas vezes expressam dúvida sobre seu próprio julgamento, sem saber onde colocar limite quando suas filhas se vestem de forma provocativa. Enquanto isso, as meninas admitem abertamente que apenas reproduzem o que vêem na mídia. Uma jovem me disse que adorava o seriado da televisão Sex and the City, mas sabia que ele "contribuía" para o problema. Outro seriado, Desperate Housewives, também.
Quando vejo crianças vestidas como "vamps", lembro das palavras da escritora Marie Winn no seu livro de 1981, Children Without Childhood (Crianças sem Infância): "A idade da proteção acabou". Ela descreveu a pesquisa do especialista austríaco em comportamento animal Konrad Lorenz sobre o que ele chamou de características neotênicas nos jovens de várias espécies e o objetivo a que servem. Nas crianças, essas características englobam cabeças e olhos desproporcionais e proporções corporais pequenas e arredondadas. Lorenz supõe, por hipótese, que essas características funcionam como "mecanismos de liberação" internos. Elas provocam ou nutrem respostas protetoras dos adultos. Os pais - às vezes, sem perceber - colocam suas filhas em risco quando camuflam essas características ao permitir que se vistam como adultos. Esse tipo de vestimenta leva a criança a imitar comportamentos da mulher adulta que ela ainda não entende. Isso pode causar um curto-circuito no desenvolvimento normal. Pode também encorajar crianças mais velhas e adultos a se relacionar com essas jovens como seres sexuais, às vezes, com conseqüências trágicas.
* Patricia Dalton é psicóloga em Boston - Estados Unidos
Fonte: http://sociedadeapostolado.blogspot.com/2008/05/moda-e-comportamento-entre-adolescentes.html
Capa da Playboy.
Por Julie Maria
Minha intenção neste artigo é traduzir para a prática o principio da ética personalista: "a pessoa nunca pode ser usada, só pode ser amada”. Para isso vou usar o exemplo da pornografia: este termo deriva do grego πόρνη (pórne), "prostituta" e γραφή (grafé), “representação”. A palavra pornografia é mais antiga que a palavra porno-visão e a inclui, mas irei usar esta última para realçar a imagem, já que seu poder é muito maior (para o bem e para o mal) do que a simples grafia.
Quando uma mulher posa para uma revista pornográfica é uma grande ilusão dizer que ela "aparece" na "capa", pois na realidade o que acontece é a sua despersonalização total, seu desaparecimento como pessoa. Por que? Porque a sua foto está ali, com seu nome estampado com letras brilhantes, mas a imagem que se transmite para todos que a vêem é a de um corpo separado de sua pessoa. Isso mesmo: o seu corpo, como se fosse um anexo dela, é exposto ao máximo, mas, por estar separado de sua pessoa se torna um simples objeto. Alma e corpo formam uma unidade que, se for separada, destrói o que é plenamente humano.
Escutamos várias vezes o conceito "objeto de prazer", mas é um termo mais profundo do que estamos acostumados a pensar. Usar o corpo separado da totalidade da pessoa (alma e corpo unidos) é de fato usá-la como "objeto". Isso é claro na indústria pornográfica: toda a intenção é fazer com que ela seja sexualmente desejada, tornando-se uma prostituta (de revista ou de internet) para "quem quiser". Forte né? Mas nem o cenário chique nem a maquiagem deslumbrante fazem com que a mulher da capa da Playboy deixe de ser “objeto de uso”. Como escreve C. West “Louve a Deus! A beleza real do homem e da mulher de verdade é muito mais gratificante e gloriosa do que as imagens retocadas por computador do meio pornográfico” (Good news about sex and marriage, pg. 85)
Mas um objeto pode ser usado para vários usos. Para qual "uso" irá servir a imagem deste corpo separado da totalidade da pessoa? Para a masturbação. Este ato é literalmente o oposto ao doar-se livremente e conscientemente a outra pessoa: plenitude da nossa existência.
Ora, contemplar a arte de nu artístico de Michelangelo da Capela Sistina não gera no homem o desejo de se masturbar, mas as fotos da revista Playboy sim. São feitas com esta intenção. São feitas para transformar homens em bestas, quando toda a educação do amor é para fazer, do homem e da mulher, imagem daquela Comunhão Eterna de Amor que os criou.
Não é a toa que a indústria pornográfica arrecada US$ 3 milhões a cada segundo. Ela quer tapear com o lixo a profunda sede de amor que todos nós temos e que só pode ser saciada num Banquete. Por que não podemos saciá-la no lixo? Porque não somos animais que agem e se contentam com o instinto. Somos feitos varão e mulher, seres sexuados por natureza: “esta é, realmente, osso dos meus ossos e carne da minha carne.”( Gn 2, 22) A sede de amar e ser amado está estampado em nós, nas "duas versões" criadas - masculino e feminino – e a união de uma só carne é criada para que o homem e a mulher possam se entregar num amor total, livre, fiel e fecundo.
Isso mesmo! A "união de uma só carne" está chamada desde o princípio (Mt 19, 5) a ser união de duas pessoas, um homem e uma mulher, que pelas promessas sacramentais do Matrimônio, já são um do outro até a morte, e expressam esta entrega na intimidade do ato conjugal, fazendo-o refletir o significado mais profundo do corpo humano, o significado esponsal: “o poder de expressar amor, precisamente aquele amor no qual a pessoa se torna dom, e por meio deste dom, realiza o pleno sentido da sua existência.” (Audiência João Paulo II 16.1.80)
Parece abstrato demais o que o Papa fala? Voltamos a nossa análise da porno-visão.
Como alguém – a mulher da capa, isto é, uma pessoa – pode se tornar "dom" para o "outro" se este "outro" é um anônimo para ela e vice versa? Dom recíproco implica intimidade, isto é, implica conhecer a interioridade da pessoa, pois é ali onde ela se torna um sujeito, com nome, história, e futuro. A porn-visão viola a profunda inscrição do significado do corpo porque torna propriedade pública aquele laço da comunhão de pessoas que pertence estritamente a uma relação inter-pessoal (Cf. Audiência do João Paulo II, 29 de Abril de 1981)
Por isso, longe de “orgulho” o sentimento que devia sentir uma pobre mulher sendo usada como objeto, é dor. Nós mulheres não queremos ser usadas, queremos ser a-m-a-d-a-s. Não precisamos de uma investigação cientifica para reconhecer que a mulher, lá no fundo do seu coração, deseja que o "seu" homem, seu esposo, aquele que deu a vida por ela no altar, a veja nua por "inteira", isto é, veja que seu corpo e seu interior são uma coisa só: o corpo revela uma beleza e um valor que transcende o puramente físico (Audiência João Paulo II, 16.1.80). Mas... para ver o corpo desta forma precisamos de um virtude tão esquecida e tão atacada, porque acham ser impossível vivê-la: a pureza!
Mas se o máximo sonhado por uma mulher é ser capa de uma revista pela qual ela será abusada sexualmente, então de fato ela precisa - urgente - de uma nova visão! E se o homem acha que satisfazendo seu desejo carnal do momento, poderá satisfazer a sua sede de ser amado, ele também precisa de uma nova visão! Ela e ele precisam descobrir que são criados para mais, para muito mais! Que ela e ele são dignos somente de serem amados "em toda a sua pessoa" (corpo e alma!) e nunca, jamais, serem "usados como objeto"! E amados a tal ponto que as palavras "você é só minha” e “eu sou só sua" tenham o peso da verdade por aqueles que a pronunciam, e que não sejam palavras vazias, que nem pela repetição, se tornam verdadeiras.
Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e seus autores.
Minha intenção neste artigo é traduzir para a prática o principio da ética personalista: "a pessoa nunca pode ser usada, só pode ser amada”. Para isso vou usar o exemplo da pornografia: este termo deriva do grego πόρνη (pórne), "prostituta" e γραφή (grafé), “representação”. A palavra pornografia é mais antiga que a palavra porno-visão e a inclui, mas irei usar esta última para realçar a imagem, já que seu poder é muito maior (para o bem e para o mal) do que a simples grafia.
Quando uma mulher posa para uma revista pornográfica é uma grande ilusão dizer que ela "aparece" na "capa", pois na realidade o que acontece é a sua despersonalização total, seu desaparecimento como pessoa. Por que? Porque a sua foto está ali, com seu nome estampado com letras brilhantes, mas a imagem que se transmite para todos que a vêem é a de um corpo separado de sua pessoa. Isso mesmo: o seu corpo, como se fosse um anexo dela, é exposto ao máximo, mas, por estar separado de sua pessoa se torna um simples objeto. Alma e corpo formam uma unidade que, se for separada, destrói o que é plenamente humano.
Escutamos várias vezes o conceito "objeto de prazer", mas é um termo mais profundo do que estamos acostumados a pensar. Usar o corpo separado da totalidade da pessoa (alma e corpo unidos) é de fato usá-la como "objeto". Isso é claro na indústria pornográfica: toda a intenção é fazer com que ela seja sexualmente desejada, tornando-se uma prostituta (de revista ou de internet) para "quem quiser". Forte né? Mas nem o cenário chique nem a maquiagem deslumbrante fazem com que a mulher da capa da Playboy deixe de ser “objeto de uso”. Como escreve C. West “Louve a Deus! A beleza real do homem e da mulher de verdade é muito mais gratificante e gloriosa do que as imagens retocadas por computador do meio pornográfico” (Good news about sex and marriage, pg. 85)
Mas um objeto pode ser usado para vários usos. Para qual "uso" irá servir a imagem deste corpo separado da totalidade da pessoa? Para a masturbação. Este ato é literalmente o oposto ao doar-se livremente e conscientemente a outra pessoa: plenitude da nossa existência.
Ora, contemplar a arte de nu artístico de Michelangelo da Capela Sistina não gera no homem o desejo de se masturbar, mas as fotos da revista Playboy sim. São feitas com esta intenção. São feitas para transformar homens em bestas, quando toda a educação do amor é para fazer, do homem e da mulher, imagem daquela Comunhão Eterna de Amor que os criou.
Não é a toa que a indústria pornográfica arrecada US$ 3 milhões a cada segundo. Ela quer tapear com o lixo a profunda sede de amor que todos nós temos e que só pode ser saciada num Banquete. Por que não podemos saciá-la no lixo? Porque não somos animais que agem e se contentam com o instinto. Somos feitos varão e mulher, seres sexuados por natureza: “esta é, realmente, osso dos meus ossos e carne da minha carne.”( Gn 2, 22) A sede de amar e ser amado está estampado em nós, nas "duas versões" criadas - masculino e feminino – e a união de uma só carne é criada para que o homem e a mulher possam se entregar num amor total, livre, fiel e fecundo.
Isso mesmo! A "união de uma só carne" está chamada desde o princípio (Mt 19, 5) a ser união de duas pessoas, um homem e uma mulher, que pelas promessas sacramentais do Matrimônio, já são um do outro até a morte, e expressam esta entrega na intimidade do ato conjugal, fazendo-o refletir o significado mais profundo do corpo humano, o significado esponsal: “o poder de expressar amor, precisamente aquele amor no qual a pessoa se torna dom, e por meio deste dom, realiza o pleno sentido da sua existência.” (Audiência João Paulo II 16.1.80)
Parece abstrato demais o que o Papa fala? Voltamos a nossa análise da porno-visão.
Como alguém – a mulher da capa, isto é, uma pessoa – pode se tornar "dom" para o "outro" se este "outro" é um anônimo para ela e vice versa? Dom recíproco implica intimidade, isto é, implica conhecer a interioridade da pessoa, pois é ali onde ela se torna um sujeito, com nome, história, e futuro. A porn-visão viola a profunda inscrição do significado do corpo porque torna propriedade pública aquele laço da comunhão de pessoas que pertence estritamente a uma relação inter-pessoal (Cf. Audiência do João Paulo II, 29 de Abril de 1981)
Por isso, longe de “orgulho” o sentimento que devia sentir uma pobre mulher sendo usada como objeto, é dor. Nós mulheres não queremos ser usadas, queremos ser a-m-a-d-a-s. Não precisamos de uma investigação cientifica para reconhecer que a mulher, lá no fundo do seu coração, deseja que o "seu" homem, seu esposo, aquele que deu a vida por ela no altar, a veja nua por "inteira", isto é, veja que seu corpo e seu interior são uma coisa só: o corpo revela uma beleza e um valor que transcende o puramente físico (Audiência João Paulo II, 16.1.80). Mas... para ver o corpo desta forma precisamos de um virtude tão esquecida e tão atacada, porque acham ser impossível vivê-la: a pureza!
Mas se o máximo sonhado por uma mulher é ser capa de uma revista pela qual ela será abusada sexualmente, então de fato ela precisa - urgente - de uma nova visão! E se o homem acha que satisfazendo seu desejo carnal do momento, poderá satisfazer a sua sede de ser amado, ele também precisa de uma nova visão! Ela e ele precisam descobrir que são criados para mais, para muito mais! Que ela e ele são dignos somente de serem amados "em toda a sua pessoa" (corpo e alma!) e nunca, jamais, serem "usados como objeto"! E amados a tal ponto que as palavras "você é só minha” e “eu sou só sua" tenham o peso da verdade por aqueles que a pronunciam, e que não sejam palavras vazias, que nem pela repetição, se tornam verdadeiras.
Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e seus autores.
Aborto: Solução para quem?
Aborto: Solução para quem?
Por Julie Maria
Quando falamos sobre o aborto logo aparecem as duas posições radicais: a favor ou em contra. Por quê? Porque não existem posições “mornas” em relação à vida humana. Ou ela é sagrada ou ela é lixo. Ou ela vale o sangue de Cristo ou ela não vale nada. Por isso neste tema o cristão não pode ter sua “própria” opinião e com isso ser indiferente a esta guerra entre a civilização da morte e civilização da vida que acontece a cada minuto, na nossa frente.
Abortar é o pior crime da humanidade porque se faz ao mais indefeso de todos. Dizem que Deus escolheu o seio de mãe para a nova vida por ser ali o lugar mais protegido. Que tragédia! Onde o bebê estaria mais protegido esta sendo mais atacado. Não caiamos neste conto ridículo de que a vida começa ‘a partir de tal semana’ ou a partir do surgimento de ‘tal órgão’. A vida humana é vida humana desde o inicio ou não se é nunca, assim como eu sou eu desde o primeiro dia da minha concepção até hoje, mesmo com todas as mudanças que existiram interiormente e exteriormente.
O aborto não é solução para ninguém. O aborto é o fruto de uma sociedade que não reconhece o obvio: se está auto-destruindo! Não é abortando e sim educando que vamos encontrar a solução para os problemas que hoje nos atingem. Dizem que educar demora, e é verdade, mas o trauma do aborto para aquelas que a fazem não demora muito mais para sair do coração e da mente?
Na verdade, cada um de nós temos que aceitar e defender a vida - toda vida humana- como ela é: um inefável dom de Deus, presente que recebemos dAquele que nos amou primeiro e nos chama para viver na eterna felicidade com Ele. Ah, se nós cristãos não fossemos indiferentes! A luta já estaria ganha e a vida já estaria protegida!
Por Julie Maria
Quando falamos sobre o aborto logo aparecem as duas posições radicais: a favor ou em contra. Por quê? Porque não existem posições “mornas” em relação à vida humana. Ou ela é sagrada ou ela é lixo. Ou ela vale o sangue de Cristo ou ela não vale nada. Por isso neste tema o cristão não pode ter sua “própria” opinião e com isso ser indiferente a esta guerra entre a civilização da morte e civilização da vida que acontece a cada minuto, na nossa frente.
Abortar é o pior crime da humanidade porque se faz ao mais indefeso de todos. Dizem que Deus escolheu o seio de mãe para a nova vida por ser ali o lugar mais protegido. Que tragédia! Onde o bebê estaria mais protegido esta sendo mais atacado. Não caiamos neste conto ridículo de que a vida começa ‘a partir de tal semana’ ou a partir do surgimento de ‘tal órgão’. A vida humana é vida humana desde o inicio ou não se é nunca, assim como eu sou eu desde o primeiro dia da minha concepção até hoje, mesmo com todas as mudanças que existiram interiormente e exteriormente.
O aborto não é solução para ninguém. O aborto é o fruto de uma sociedade que não reconhece o obvio: se está auto-destruindo! Não é abortando e sim educando que vamos encontrar a solução para os problemas que hoje nos atingem. Dizem que educar demora, e é verdade, mas o trauma do aborto para aquelas que a fazem não demora muito mais para sair do coração e da mente?
Na verdade, cada um de nós temos que aceitar e defender a vida - toda vida humana- como ela é: um inefável dom de Deus, presente que recebemos dAquele que nos amou primeiro e nos chama para viver na eterna felicidade com Ele. Ah, se nós cristãos não fossemos indiferentes! A luta já estaria ganha e a vida já estaria protegida!
Homossexualismo
Por Julie Maria
Você sabia que no art. n.º 7 de um projeto que está pronto para votação no Senado Federal brasileiro chamada «lei da homofobia» (PLC 122/2006) está escrito: “A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais.”?
Isso nos deve fazer pensar. Qual é a sua opinião? Nossa consciência está formada pela verdade ou por mentiras e falsificações na qual pretendemos estar a favor da pessoa e no final estamos contra ela e o seu chamado à santidade?
A Igreja diferencia entre tendência (na qual a pessoa sofre sem culpa pessoal) e ato homossexual (onde a pessoa livremente escolhe realizar os atos homossexuais) e será por tanto responsável por eles.
Abramos os olhos! Nesta “lei da homofobia” não está em jogo a dignidade da pessoa, que por ter seu fundamento na imagem e semelhança com Deus nunca deve ser discriminada por nenhuma razão e a Santa Igreja nos ensina a acolher a todos. Segundo explica a advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Maria das Dores Dolly Guimarães, neste projeto de lei «além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios (...) e quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso».
Longe de ser um passo para fortalecer a sua dignidade pessoal, esta lei denigre a pessoa com tendência homossexual pois indiretamente está dizendo que ela é mais “humana” quando, por exemplo, faz gestos obscenos do que quando vive a castidade. A Igreja tem a autenticidade de dizer que esta pessoa, com tendência homossexual, continua recendo o chamado à santidade como qualquer outra pessoa e por isso tem o direito e o dever de lutar, carregando a sua cruz unida a de Cristo, para viver sua vocação de filhos e filhas do Pai.
Nunca foi fácil seguir a Cristo e para a pessoa com tendência homossexual não será diferente. Mas ela deve reconhecer que antes mais nada ela se define primeiramente não como um homossexual e sim como filha e filho amado que “está chamado a realizar, na sua vida, a vontade de Deus” como afirma a Igreja.
O que de fato seria uma enorme discriminação seria dizer: “olha, todos estão chamados para viver a castidade, mas as pessoas com tendência homossexual não, elas devem continuar escravas de suas tendências.” Isso longe de ser uma opinião que eleva a dignidade do ser humano, a rebaixa. O cristão está chamado a uma nobre vocação de santidade e feliz quem a descobre e diz o seu sim!
Você sabia que no art. n.º 7 de um projeto que está pronto para votação no Senado Federal brasileiro chamada «lei da homofobia» (PLC 122/2006) está escrito: “A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais.”?
Isso nos deve fazer pensar. Qual é a sua opinião? Nossa consciência está formada pela verdade ou por mentiras e falsificações na qual pretendemos estar a favor da pessoa e no final estamos contra ela e o seu chamado à santidade?
A Igreja diferencia entre tendência (na qual a pessoa sofre sem culpa pessoal) e ato homossexual (onde a pessoa livremente escolhe realizar os atos homossexuais) e será por tanto responsável por eles.
Abramos os olhos! Nesta “lei da homofobia” não está em jogo a dignidade da pessoa, que por ter seu fundamento na imagem e semelhança com Deus nunca deve ser discriminada por nenhuma razão e a Santa Igreja nos ensina a acolher a todos. Segundo explica a advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Maria das Dores Dolly Guimarães, neste projeto de lei «além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios (...) e quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso».
Longe de ser um passo para fortalecer a sua dignidade pessoal, esta lei denigre a pessoa com tendência homossexual pois indiretamente está dizendo que ela é mais “humana” quando, por exemplo, faz gestos obscenos do que quando vive a castidade. A Igreja tem a autenticidade de dizer que esta pessoa, com tendência homossexual, continua recendo o chamado à santidade como qualquer outra pessoa e por isso tem o direito e o dever de lutar, carregando a sua cruz unida a de Cristo, para viver sua vocação de filhos e filhas do Pai.
Nunca foi fácil seguir a Cristo e para a pessoa com tendência homossexual não será diferente. Mas ela deve reconhecer que antes mais nada ela se define primeiramente não como um homossexual e sim como filha e filho amado que “está chamado a realizar, na sua vida, a vontade de Deus” como afirma a Igreja.
O que de fato seria uma enorme discriminação seria dizer: “olha, todos estão chamados para viver a castidade, mas as pessoas com tendência homossexual não, elas devem continuar escravas de suas tendências.” Isso longe de ser uma opinião que eleva a dignidade do ser humano, a rebaixa. O cristão está chamado a uma nobre vocação de santidade e feliz quem a descobre e diz o seu sim!
Papa Bento XVI corrigiu Concílio Vaticano II.
Papa Bento XVI corrigiu CVII
O papa Bento XVI corrigiu o Concílio Vaticano II! Pode parecer incrível, mas em pelo menos um ponto as ambigüidades do Concílio sofreram um duro golpe. O fato passou despercebido aos olhos da maioria das pessoas, mas após uma análise mais acurada não tem como ser negado.
Pois bem, ensinou o Concílio Vaticano II no número 08 da Lumen Gentium:
“(...) a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação (destaques meus)”.
(http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html)
Ora, isto é um absurdo, pois somente se pode purificar aquilo que está impuro, maculado. Dizer que a Igreja precisa de purificação está errado. Mesmo sem explicitar a expressão “Igreja pecadora”, o concílio deixou entender que Ela o é, pois, repito, somente aquilo que está impuro pode ser purificado. Mas como nós sabemos, na carta aos Efésios São Paulo deixou bem claro que a Igreja foi deixada por Cristo sem mácula alguma, perfeita como o cordeiro santo. Dizer que a Igreja precisa de purificação é muito errado, para não dizer heterodoxo. Dá margem a conclusões que foram muito exploradas pelos inimigos da Igreja nas últimas décadas, que passaram a creditar à Igreja os pecados de seus filhos.
Pois bem, já no novo Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, promulgado há pouco tempo, percebemos que o Papa Bento XVI corrigiu este grave erro ensinado pelo Concílio Vaticano II. Sobre este assunto a questão é tratada da seguinte maneira, no número 165:
“Em que sentido a Igreja é santa? A Igreja é santa, porque Deus Santíssimo é o seu autor; Cristo entregou-se por ela, para a santificar e fazer dela santificadora; e o Espírito Santo vivifica-a com a caridade. Nela se encontra a plenitude dos meios de salvação. A santidade é a vocação de cada um dos seus membros e o fim de cada uma das suas atividades. A Igreja inclui no seu interior a Virgem Maria e inumeráveis Santos, como modelos e intercessores. A santidade da Igreja é a fonte da santificação dos seus filhos, que, aqui, na terra, se reconhecem todos pecadores, sempre necessitados de conversão e de purificação (destaques meus). (http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html)
Vejam a correção feita pelo Papa Bento XVI: na Lumen Gentium era a Igreja penitente e imperfeita quem busca purificação. Agora a mudança: Bento XVI proclama que são os fiéis pecadores quem tem de purificar-se, e não a Igreja, que para o papa é sempre santa e santificadora. Portanto, somos nós, os filhos da Igreja, os pecadores que precisamos ser purificados.
Em sua recente viagem tão abençoada ao Brasil, em discurso aos Bispos na Catedral de São Paulo (10/05/07) Bento XVI desmentiu o erro da igreja santa e pecadora lembrando que São Paulo escreveu que a Igreja é santa e incorruptível. Eis as palavras de Bento XVI nesse discurso:
"Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia Santo Agostinho: "Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos" (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.).
Portanto, é um erro grave dizer e uma contradição delirante ensinar que a Igreja é santa e pecadora. Ela é santa, santificadora e incorruptível.
Deus seja louvado, porque essa correção é também outro furo no balão do Concílio Vaticano II, provando que este concílio meramente pastoral, que recusou empregar o caráter da infalibilidade, ensinou sim uma doutrina totalmente estranha a doutrina de sempre da Igreja.
Com essa correção, quem poderá agora dizer que o Concílio Vaticano II não tem erros? Pelo menos um erro ele tem, e este já foi corrigido, o que demonstra a sua falibilidade. Claro que existem outros erros, que também serão corrigidos. Quando? Não o sabemos. Mas agora, com o papa Bento, isto deverá acontecer, ainda que lentamente.
Como diz o professor Orlando, podemos nos enganar sobre qual o papa que corrigirá os erros atuais, mas nunca de esperança. Bento XVI deu o primeiro passo, ao corrigir esta importante questão. E agora corrigiu o famoso subsistit. O resto, agora, será conseqüência desses princípios.
Quem viver, verá.
Viva o papa! Semper! Semper! Semper!
O papa Bento XVI corrigiu o Concílio Vaticano II! Pode parecer incrível, mas em pelo menos um ponto as ambigüidades do Concílio sofreram um duro golpe. O fato passou despercebido aos olhos da maioria das pessoas, mas após uma análise mais acurada não tem como ser negado.
Pois bem, ensinou o Concílio Vaticano II no número 08 da Lumen Gentium:
“(...) a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação (destaques meus)”.
(http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html)
Ora, isto é um absurdo, pois somente se pode purificar aquilo que está impuro, maculado. Dizer que a Igreja precisa de purificação está errado. Mesmo sem explicitar a expressão “Igreja pecadora”, o concílio deixou entender que Ela o é, pois, repito, somente aquilo que está impuro pode ser purificado. Mas como nós sabemos, na carta aos Efésios São Paulo deixou bem claro que a Igreja foi deixada por Cristo sem mácula alguma, perfeita como o cordeiro santo. Dizer que a Igreja precisa de purificação é muito errado, para não dizer heterodoxo. Dá margem a conclusões que foram muito exploradas pelos inimigos da Igreja nas últimas décadas, que passaram a creditar à Igreja os pecados de seus filhos.
Pois bem, já no novo Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, promulgado há pouco tempo, percebemos que o Papa Bento XVI corrigiu este grave erro ensinado pelo Concílio Vaticano II. Sobre este assunto a questão é tratada da seguinte maneira, no número 165:
“Em que sentido a Igreja é santa? A Igreja é santa, porque Deus Santíssimo é o seu autor; Cristo entregou-se por ela, para a santificar e fazer dela santificadora; e o Espírito Santo vivifica-a com a caridade. Nela se encontra a plenitude dos meios de salvação. A santidade é a vocação de cada um dos seus membros e o fim de cada uma das suas atividades. A Igreja inclui no seu interior a Virgem Maria e inumeráveis Santos, como modelos e intercessores. A santidade da Igreja é a fonte da santificação dos seus filhos, que, aqui, na terra, se reconhecem todos pecadores, sempre necessitados de conversão e de purificação (destaques meus). (http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html)
Vejam a correção feita pelo Papa Bento XVI: na Lumen Gentium era a Igreja penitente e imperfeita quem busca purificação. Agora a mudança: Bento XVI proclama que são os fiéis pecadores quem tem de purificar-se, e não a Igreja, que para o papa é sempre santa e santificadora. Portanto, somos nós, os filhos da Igreja, os pecadores que precisamos ser purificados.
Em sua recente viagem tão abençoada ao Brasil, em discurso aos Bispos na Catedral de São Paulo (10/05/07) Bento XVI desmentiu o erro da igreja santa e pecadora lembrando que São Paulo escreveu que a Igreja é santa e incorruptível. Eis as palavras de Bento XVI nesse discurso:
"Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia Santo Agostinho: "Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos" (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.).
Portanto, é um erro grave dizer e uma contradição delirante ensinar que a Igreja é santa e pecadora. Ela é santa, santificadora e incorruptível.
Deus seja louvado, porque essa correção é também outro furo no balão do Concílio Vaticano II, provando que este concílio meramente pastoral, que recusou empregar o caráter da infalibilidade, ensinou sim uma doutrina totalmente estranha a doutrina de sempre da Igreja.
Com essa correção, quem poderá agora dizer que o Concílio Vaticano II não tem erros? Pelo menos um erro ele tem, e este já foi corrigido, o que demonstra a sua falibilidade. Claro que existem outros erros, que também serão corrigidos. Quando? Não o sabemos. Mas agora, com o papa Bento, isto deverá acontecer, ainda que lentamente.
Como diz o professor Orlando, podemos nos enganar sobre qual o papa que corrigirá os erros atuais, mas nunca de esperança. Bento XVI deu o primeiro passo, ao corrigir esta importante questão. E agora corrigiu o famoso subsistit. O resto, agora, será conseqüência desses princípios.
Quem viver, verá.
Viva o papa! Semper! Semper! Semper!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A VERDADEIRA HISTÓRIA DE LUCIFER
Satanás era um poderoso querubim no céu, com o nome de Lúcifer, que se rebelou contra Deus e foi precipitado do céu.
1 - A queda de Lúcifer no céu e os anjos que o seguiram.
Lúcifer era como os anjos (um ser criado), era um querubim. Seu nome significa "Estrela da Manhã". A bíblia diz que Lúcifer era um querubim-guarda, embora rodeado de toda a glória, nasceu em seu coração uma insatisfação e estranhos pensamentos transformando sua vontade em ação. Lúcifer se rebelou contra o próprio Deus e foi lançado para o mais profundo abismo. Quando enchem-se de pecado, Lúcifer for transformado tornando-se numa personalidade perversa e autor de todo o pecado e a fonte de todo o mal. Alguns anjos contaminados pelas mentiras da Satanás e foram expulsos dos céus. Satanás para afirmar o seu reinado mal, tem com finalidade a luta contra Deus e contra as criaturas de Deus. Organizou em ordem hierárquica os anjos caídos que o acompanharam, da mesma maneira que os anjos celeste estão organizados, pois ele procura em tudo imitar o que é de Deus. Quando Jesus vier em glória, satanás será preso e amarrado por mil anos. Depois será solto por pouco tempo e logo continuará aquilo que é próprio dele, porém Deus não esperará mais e mandará o fogo do céu devorar Satanás e as suas hastes. Satanás será lançado no inferno para todo o sempre, todos os demônios serão julgados e lançados no lago de fogo que foi feito para o Diabo e seus anjos.
2 - Os Demônios
Os demônios são seres espirituais, imateriais, invisíveis, eternos. Eles tem vontade própria e reconhecem a divindade de Deus, eles são inumeráveis, imundos, violentos e se apresentam como espírito da mentira, assim como satanás é o pai da mentira. Estão em absoluta oposição a Deus e à sua obra. Alguns acreditam que os demônios são anjos que acompanham Satanás na rebelião contra deus. Uma parte deles foi lançado na total escuridão, aguardando o julgamento, enquanto os outros sob o nome de demônios estão a serviço de Satanás.Outros acham que não se deve confundir demônios com anjos caídos. Os espíritos, provavelmente nos acontecimentos associados a queda de Satanás tornaram-se maus (demônios). A bíblia não define duma maneira clara a origem dos demônios.
3 - Nas Escrituras
No livro do Gênesis, em seu 6º capítulo, há uma passagem a qual mostra os filhos de Deus se unindo às filhas dos homens. Surgiram diversas versões uma delas narra que 200 anjos chefiados por Semjaza e Azazel, atraídos pela beleza das mulheres, desceram a terra para se unir a elas. Estes anjos ensinaram aos mortais vários conhecimentos nocivos.
As mulheres conceberam gigantes famintos e descomunais (alguns com mais de 3000 metros de altura) comiam tudo o que encontravam e começaram a devorar uns aos outros. O mundo mergulhou numa anarquia total. Deus interveio, enviando seu anjo Miguel que aprisionou os anjos turbulentos nos vales da terra, onde estão à espera do juízo final.
Outra versão afirma que os anjos encarregados de velar pelas criaturas terrestres foram seduzidos pelas mulheres. Dessa união resultaram os demônios que dominam os homens por meio da magia.
O orgulho e o ciúme são apontados como causas possíveis da queda dos anjos.
Os demônios se multiplicaram e formaram um universo complexo. Diz-se que existem cerca de 7459126 diabos divididos em 1111 legiões, dirigidos por 72 príncipes.
Seus poderes são reais: souberam tentar tanto Adão e Eva como Cristo. São provocadores de calamidades e heresias, responsáveis pelas diversas enfermidades físicas e morais que tanto afligem os homens.
"Há três tipos de demônios. Aqueles que procuram infernizar a própria pessoa, induzindo-a a pensamentos ou atos espúrios, ações degradantes, visões apavorantes. Há demônios que fazem com que o possuído irradie mal a pessoas, animais ou objetos que estão em seu campo de ação e, por fim, existem demônios que impelem à ambição, avareza, egoísmo, vaidade, fazendo com que o indivíduo tenha como propósito dominar e explorar seus semelhantes".
Conhecemos sua existência porque a ensina a Sagrada Escritura e a Tradição. Jesus Cristo disse: "Eu vi Satanás cair do Céu como um raio" (São Lucas 10, 18).
"O Diabo é homicida desde o princípio e não se manteve na verdade, porque a verdade não estava nele" (São João 8, 44). É um dogma de fé definido pela Igreja Católica a existência dos demônios. "O Diabo e demais demônios, por Deus certamente foram criados bons por natureza; mas eles, por si mesmos, se fizeram maus" (Concílio IV de Latrão).
"O Diabo e demais demônios, por Deus certamente foram criados bons por natureza; mas eles, por si mesmos, se fizeram maus" (Concílio IV de Latrão).
O chefe dos demônios é Lúcifer ou Satanás. Recebe, contudo, outros nomes: luzbel, belzebu, belial, o maligno, príncipe deste mundo. É comparado a um leão, a um dragão e a uma serpente.
A palavra diabo deriva do grego e significa "instigador"; o que causa a destruição e a divisão; o murmurador, o enganador.A palavra satanás vem do hebraico, significa "adversário".
Não sabemos o número de demônios, mas são muitos. No Novo Testamento aparece um endemoniado que disse a Jesus Cristo "meu nome é Legião, pois somos muitos" (São Marcos 5, 9).O demônio tem poder sobre os humanos porque seu conhecimento e sua influência é superior ao destes. O demônio não tem, no entanto, poder diretamente sobre nossa inteligência porque não conhece nossos pensamentos íntimos; tampouco sobre nossa vontade pois nunca pode obrigar-nos a pecar.
A atividade do Demônio se manifesta nos humanos ao:
• Induzir a desobedecer os Mandamentos Divinos e a rebelar-se contra Deus.
• Propagar o erro e a mau doutrina.
• Induzir o homem a mentira e a corrupção.
• Provocar a rebeldia no homem que sofre provações.
• Influir sobre o corpo, os sentidos e a imaginação.
• Influir sobre os bens materiais.
• Produzir feitos extraordinários que têm a aparência de milagre, com o fim de fazer adeptos.
• Encher de temor, angústia e tristeza o homem para afastá-lo de Deus.
• Induzir a bruxaria, as "advinhações", as superstições, ao sortilégio e a magia negra.
• Promover o culto demoníaco (satanismo).
Sua atividade durará até o final dos tempos. A Igreja ensina que " toda a história humana está invadida por uma tremenda luta contra o poder das trevas, que iniciada desde o princípio do mundo durará até o último día, como diz o Senhor" (Concílio Vaticano II, Const Gaudium et Spes, n.º 37)
O demônio pode atormentar os homens por meio da possessão e a obsessão diabólica.
A possessão diabólica consiste em que o demônio se apodera do corpo de uma pessoa para atormentá-la. No cristianismo são raros os casos, graças a Redenção de Cristo.
A obsessão diabólica consiste em que o demônio molesta externamente as pessoas: com golpes ou outras manifestações.
A Igreja Católica tem poder, recebido de Cristo, de tirar o demônio de uma pessoa possessa, de um lugar ou de um objeto, por meio do exorcismo.
As tentações consistem em que o demônio ou o mundo ou a carne influem no homem despertando imágenes na memória e provocando sensações capazes de afetar sua inteligência e de inclinar sua vontade para qualquer crime, por exemplo: o roubo, o homicídio, etc.
Ter tentações não é pecado. Chegam a ser pecado se existem a vontade e o consentimento.
Os meios para vencer o Demônio:
• Rezar freqüentemente.
• Recorrer ao Sacramento da Penitência (confissão).
• Persignar-se ante qualquer tentação.
• Beijar um crucifixo com amor.
• Usar água benta, especialmente antes de dormir. (Dizia Santa Teresa de Ávila que nenhuma coisa tem mais poder contra os demônios, para não voltar, do que a água benta).
• Invocar com devoção a Santíssima Virgem Maria e o nosso Anjo da Guarda.
• Invocar com devoção a São Miguel Arcanjo.
• Rezar com devoção três Ave-Marias.
http://paginas.terra.com.br/lazer/staruck/anjoscaidos.htm
sábado, 24 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Masturbação
Masturbação: psicologia e fatores que influenciam
Introdução
Muito já se escreveu sobre masturbação, e alguém pode perguntar porque a necessidade de escrever mais sobre o assunto. Mas há novas maneiras de pensar o problema, bem como a minha própria experiência no contato e ajuda a pessoas que procuram deixar a masturbação, o que me deu vários “insights” sobre a psicologia da masturbação, a partir do estudo do vício em sexo, do qual a masturbação é um grande exemplo.Fiquei também impressionado com grupos de suporte que levam a sério a questão da masturbação, tais como o “Sexaholics Anonymous (S.A.), Sex and Love Addicts Anonymous (S.L.A.A.), e Courage.Outra razão para que eu escreva é que muitas pessoas que lutam contra essa fraqueza não recebem o adequado aconselhamento espiritual e moral. Em alguns casos eles são orientados de forma errada, dizem-lhes que a masturbação melhora a “performance” do ato conjugal, ou que faz parte do processo de recuperação de dificuldades sexuais.
É bem sabido que o hábito da masturbação atinge pessoas de todas as idades, sendo encontrado entre crianças, adolescentes, adultos, casados, idosos, religiosos, seminaristas e padres.
Por favor observe que digo “tendência” (mais precisamente, tendência desordenada). Muitas pessoas têm encontrado, de diversas formas, controle sobre essa tendência com um programa espiritual. Outros, entretanto, lutam no escuro, e é para esse grupo que escrevo.
Considerações psicológicas sobre o hábito da masturbação
A masturbação é algumas vezes chamada de “auto-abuso”, ou onanismo, ou ainda em livros seculares, “auto-estimulação”. Quando a estimulação psíquica acontece durante o sono, é conhecida como polução noturna.
O Pe. Benedict Groeschel usa o termo masturbação para referir-se a ações que acontecem no estado de sono ou quase sono, ou a ações de crianças e comportamento sexual pré-adolescentes, reservando o termo “auto-erotismo” para a atividade de adolescentes mais velhos e adultos “que por uma variedade de razões voltam-se a si mesmos e encontram aí um substituto para a vivência real nesse comportamento simbólico e intensamente frustrante”.
No clássico artigo sobre teologia da masturbação, o Pe. Jos. Farraher, S.J. descreve a masturbação como “a estimulação dos órgãos sexuais externos até um ponto de clímax ou orgasmo pela própria pessoa, através de movimentos com a mão ou outros contatos físicos ou através de estímulos como figuras ou imaginações (masturbação psíquica), ou através de uma combinação de estimulação física e psíquica”.
Em um sentido mais amplo, isso inclui a masturbação mútua, na qual as pessoas tocam os genitais um do outro.Mas talvez a descrição mais incisiva do hábito da masturbação esteja em uma carta de C.S. Lewis, citada por Leanne Payne em “The Broken Image”: “Para mim o verdadeiro mau da masturbação consiste no fato de que ele pega um apetite que, no uso correto, levaria o indivíduo para fora de si a fim de completar (e corrigir) a própria personalidade na personalidade de outra pessoa (e finalmente nos filhos e até nos netos) e a inverte, fazendo-a voltar-se para a prisão do “si mesmo”, a fim de manter um harém de esposas imaginárias. E esse harém, uma vez admitido, trabalha contra a chance da pessoa um dia sair dele e realmente se unir a uma mulher real. Isso porque esse harém está lá, sempre acessível, sempre subserviente, não exige sacrifícios ou ajustes, e pode ser acompanhado de atrações eróticas e psicológicas que nenhuma mulher real pode trazer”. Essa citação pode ser aplicada também às mulheres. Ela expressa o significado da masturbação como uma fuga pessoal da realidade em direção à prisão da luxúria.Fatores que contribuem ao hábito da masturbação.
A masturbação é um fenômeno complexo
Não iremos compreender porque uma pessoa cai nesse hábito enquanto não conhecermos algo sobre sua história, sobre as causas do problema. Escutando as pessoas logo se vê que a solidão é a principal causa, levando o indivíduo ao isolamento, fantasia, e masturbação. A solidão geralmente vem acompanhada de sentimentos de profunda auto-depreciação e ressentimento. Quando o mundo real é duro e proibitivo, a pessoa se volta para a fantasia, e quando a pessoa perde muito tempo em um mundo de fantasia, torna-se escravo de objetos sexuais (pois essa é a maneira com que ele vê as pessoas, como objetos sexuais).Daí a pessoa entra no mundo irreal, mas prazeroso, da própria imaginação. Esse é o princípio do vício sexual, tão bem descrito por Patrick Carnes. O hábito da masturbação se transforma muito frequentemente em vício, ou seja, a pessoa não consegue mais controlar a atividade masturbatória, apesar de grandes esforços nesse sentido. Normalmente falta a essa pessoa um “insight”, ela precisa de terapia em conjunto com uma direção espiritual.Entretanto, às vezes o hábito da masturbação é temporário e circunstancial.
Lidando com a masturbação a partir do ponto de vista religioso
Ao nível pastoral não tem sentido nem serve para nada especular o quão responsável foi o viciado em masturbação pelo seu passado. É melhor ajudá-lo a preparar um programa espiritual.A maneira mais errada de lidar com a questão é pensar que os adolescentes vão parar de se masturbar quando crescerem. Muitos não deixam. Outro mito é dizer que quem pratica a masturbação tem menor chance de ter relações reais com outra pessoa de outro sexo ou do mesmo sexo. Isso pode ser verdade em algumas circunstâncias, mas a masturbação pode levar a agir com outras pessoas. Em alguns casos a masturbação foi recomendada como meio de aliviar as tensões do corpo, como uma forma de terapia sexual. Outros terapeutas usam a masturbação como um modo (alegam) terapêutico de reviver experiências sexuais traumáticas da infância (esse tipo de tratamento não é mais usado por terapeutas de prestígio). A masturbação mútua tem sido usada por homossexuais como forma de “sexo seguro”. Outros conselheiros minimizam o problema, não dão conselho algum, a não ser “não se preocupe com isso”.
De fato muitos padres, seminaristas e professores de religião nas escolas católicas consideram a masturbação um “não-assunto”, ou talvez um problema puramente psicológico. E por aí vai.Parece, entretanto, que a atitude correta é tratar a masturbação habitual e compulsiva como um problema aberto à soluções, desde que a pessoa siga um projeto espiritual. Ele deve assumir a responsabilidade pelo seu futuro. À medida que vai se tornando mais livre da desordem, ele também se torna mais responsável. Isso vai se tornando mais claro, e posso mostrar algumas situações típicas.
Adolescentes
É fato que adolescentes têm sido bombardeados com estímulos sexuais pela mídia, e os pais muitas vezes falham em dar orientações morais, e mesmo o clero e religiosos permanecem calados sobre o assunto. Por isso não é surpresa alguma que os adolescentes não saibam nada sobre a moralidade da masturbação. Muitos já se envolvem e se tornam viciados na prática antes mesmo de se conscientizarem plenamente que ela é moralmente errada.
Eu uso o termo “plenamente” porque, apesar de toda a lavagem cerebral de nossa cultura, muitos jovens sentem que a masturbação é errada. Ao mesmo tempo eles se sentem incapazes de controlar um hábito já existente, e em sua vergonha e culpa escondem-se e fogem de discutir o assunto com conselheiros, e fogem mais ainda de discutir o assunto com padres, já que eles são tidos como figuras autoritárias. Incertos sobre si mesmos, confusos acerca dos valores propostos pela cultura, e algumas vezes pela própria família, esses jovens facilmente se refugiam no mundo da fantasia do prazer sexual.Muitas vezes temerosos de relacionamentos reais com pessoas do outro sexo, eles mergulham no mundo da fantasia da masturbação. Adicione-se a isso o caos moral e os conselhos errados sobre masturbação em aulas de religião em algumas escolas católicas, e você pode compreender porque nossos jovens sequer mencionam no confessionário a masturbação como um problema moral.
Isso dá aos padres ainda mais motivos para responder seriamente aos jovens que levantam essa questão. Precisamos fornecer direcionamento espiritual adequado aos jovens, reconhecendo seu desejo de ser casto, e dando-lhes conselhos específicos no assunto.Talvez falhemos em perceber a quantidade de culpa presente em jovens com o hábito da masturbação. Eles percebem que há algo errado no que fazem, apesar de lhes falarem para “não se preocupar com isso”, ou “você não pode fazer nada”, ou “quando você crescer isso passa”. Eles precisam de orientação, mas não a receberão enquanto não forem informados sobre a moralidade da masturbação, e os fatores psicológicos que muitas vezes os impedem de exercer o livre-arbítrio. A minha opinião (e a de outros confessores) é que muitos adolescentes não comparecem à Santa Comunhão aos domingos por sentirem que não conseguem superar o hábito.Já com relação aos jovens adultos, o mito diria que esse hábito é para passar nessa idade. Mas com o casamento acontecendo cada vez mais tarde (depois dos 25 anos), com noivados durando anos a fio, e com o constante estímulo da mídia e da propaganda, não é surpresa que muitos homens e mulheres da masturbação, algumas vezes masturbação mútua. Pessoas muito envolvidas assim se consideram virgens, já que não aconteceu a penetração vaginal, são chamados de “tecnicamente virgens”, mas é preciso que eles reconquistem a virtude da pureza.Outras pessoas solteiras vivem na fantasia quando não estão trabalhando. Sem namorar com ninguém por uma variedade de razões, incertos sobre o que fazer da vida, e sem compromisso com esposa e filhos, frequentemente eles buscam refúgio em várias formas de fantasia, como revistas eróticas, etc. Estão muito ocupados com vários compromissos, e muito solitários. Sua tendência a se masturbar muitas vezes extrapola para um intercurso genital quando surge a oportunidade. Em outras palavras, seu ídolo é o sexo.É muito difícil chegar a esse grupo, que muitas vezes só vem à Igreja na Páscoa e no Natal, para agradar a família. Talvez quando chegarem aos 30 anos e perceberem que há mais na vida do eu só sexo, aí então venham buscar auxílio espiritual. Aqui a atividade sexual não é tanto o problema, mas um sintoma de uma profunda fuga do que é espiritual.Quanto aos adultos mais maduros, é minha experiência que quando cristãos atingem os 30 anos sem ter escolhido uma vocação na vida, tal como casamento, vida religiosa, sacerdotal, ou uma vida de solteiro servindo a Cristo no mundo, eles começam a se perguntar pelo sentido da vida pessoal. Ainda assim, os desejos sexuais permanecem fortes como antes, e talvez mais intensos, e a pessoa pode gastar mais tempo da fantasia, levando à masturbação freqüente.Isso, por sua vez, produz fortes sentimentos de vergonha e culpa. Se a pessoa não procura orientação espiritual para o problema, ou se quando procura não encontra nenhuma ajuda, ela vai continuar levando esse peso para a terceira idade.
Algumas diretivas espirituais
Acredito que as seguintes diretivas são úteis:
(1) Ajude a pessoa a refletir sobre o sentido da vida, suas esperanças, suas conquistas, seus desapontamentos, suas frustrações, sua solidão. Tente descobrir o que consome a pessoa, já que a masturbação geralmente é um sintoma da inquietude da alma, e precisamos atacar as causas do problema primeiro.
(2) Se possível, procure construir com a pessoa um projeto espiritual de vida.
(3) Conscientize a pessoa que a maioria dos seres humanos têm a tendência de fugir para mundos prazerosos de fantasia quando a realidade se torna dura e difícil, e a masturbação geralmente surge a partir da fantasia sexual. A estratégia espiritual é aprender como trazer a pessoa de volta da fantasia para a realidade tão cedo quanto possível, assim que se percebe que a fantasia sexual está envolvendo a pessoa. Uma técnica que funciona com algumas pessoas é fazer uma curta oração, e então começar a fazer algo de externo e físico, como por exemplo caminhar, fazer algum trabalho doméstico, e daí por diante. Já aconteceu de você se encontrar em uma fantasia de raiva, de inveja ou sexual, e o telefone tocar, e quando você vai atender a fantasia desvanece? A questão é se manter na realidade.
(4) Além de compartilhar o problema com um diretor espiritual, tente encontrar um grupo de suporte com o “Sexaholics Anonymous (S.A.)”. Cultivar amizades reais com pessoas reais reduz significativamente o poder da fantasia sexual, e dá à pessoa um sentido de valor pessoal.
Trecho do artigo “The Pastoral Problem of Masturbation”, de John F. Harvey, OSFS. Disponível no site Courage.net - http://couragerc.net/PIPMasturbation.html
Introdução
Muito já se escreveu sobre masturbação, e alguém pode perguntar porque a necessidade de escrever mais sobre o assunto. Mas há novas maneiras de pensar o problema, bem como a minha própria experiência no contato e ajuda a pessoas que procuram deixar a masturbação, o que me deu vários “insights” sobre a psicologia da masturbação, a partir do estudo do vício em sexo, do qual a masturbação é um grande exemplo.Fiquei também impressionado com grupos de suporte que levam a sério a questão da masturbação, tais como o “Sexaholics Anonymous (S.A.), Sex and Love Addicts Anonymous (S.L.A.A.), e Courage.Outra razão para que eu escreva é que muitas pessoas que lutam contra essa fraqueza não recebem o adequado aconselhamento espiritual e moral. Em alguns casos eles são orientados de forma errada, dizem-lhes que a masturbação melhora a “performance” do ato conjugal, ou que faz parte do processo de recuperação de dificuldades sexuais.
É bem sabido que o hábito da masturbação atinge pessoas de todas as idades, sendo encontrado entre crianças, adolescentes, adultos, casados, idosos, religiosos, seminaristas e padres.
Por favor observe que digo “tendência” (mais precisamente, tendência desordenada). Muitas pessoas têm encontrado, de diversas formas, controle sobre essa tendência com um programa espiritual. Outros, entretanto, lutam no escuro, e é para esse grupo que escrevo.
Considerações psicológicas sobre o hábito da masturbação
A masturbação é algumas vezes chamada de “auto-abuso”, ou onanismo, ou ainda em livros seculares, “auto-estimulação”. Quando a estimulação psíquica acontece durante o sono, é conhecida como polução noturna.
O Pe. Benedict Groeschel usa o termo masturbação para referir-se a ações que acontecem no estado de sono ou quase sono, ou a ações de crianças e comportamento sexual pré-adolescentes, reservando o termo “auto-erotismo” para a atividade de adolescentes mais velhos e adultos “que por uma variedade de razões voltam-se a si mesmos e encontram aí um substituto para a vivência real nesse comportamento simbólico e intensamente frustrante”.
No clássico artigo sobre teologia da masturbação, o Pe. Jos. Farraher, S.J. descreve a masturbação como “a estimulação dos órgãos sexuais externos até um ponto de clímax ou orgasmo pela própria pessoa, através de movimentos com a mão ou outros contatos físicos ou através de estímulos como figuras ou imaginações (masturbação psíquica), ou através de uma combinação de estimulação física e psíquica”.
Em um sentido mais amplo, isso inclui a masturbação mútua, na qual as pessoas tocam os genitais um do outro.Mas talvez a descrição mais incisiva do hábito da masturbação esteja em uma carta de C.S. Lewis, citada por Leanne Payne em “The Broken Image”: “Para mim o verdadeiro mau da masturbação consiste no fato de que ele pega um apetite que, no uso correto, levaria o indivíduo para fora de si a fim de completar (e corrigir) a própria personalidade na personalidade de outra pessoa (e finalmente nos filhos e até nos netos) e a inverte, fazendo-a voltar-se para a prisão do “si mesmo”, a fim de manter um harém de esposas imaginárias. E esse harém, uma vez admitido, trabalha contra a chance da pessoa um dia sair dele e realmente se unir a uma mulher real. Isso porque esse harém está lá, sempre acessível, sempre subserviente, não exige sacrifícios ou ajustes, e pode ser acompanhado de atrações eróticas e psicológicas que nenhuma mulher real pode trazer”. Essa citação pode ser aplicada também às mulheres. Ela expressa o significado da masturbação como uma fuga pessoal da realidade em direção à prisão da luxúria.Fatores que contribuem ao hábito da masturbação.
A masturbação é um fenômeno complexo
Não iremos compreender porque uma pessoa cai nesse hábito enquanto não conhecermos algo sobre sua história, sobre as causas do problema. Escutando as pessoas logo se vê que a solidão é a principal causa, levando o indivíduo ao isolamento, fantasia, e masturbação. A solidão geralmente vem acompanhada de sentimentos de profunda auto-depreciação e ressentimento. Quando o mundo real é duro e proibitivo, a pessoa se volta para a fantasia, e quando a pessoa perde muito tempo em um mundo de fantasia, torna-se escravo de objetos sexuais (pois essa é a maneira com que ele vê as pessoas, como objetos sexuais).Daí a pessoa entra no mundo irreal, mas prazeroso, da própria imaginação. Esse é o princípio do vício sexual, tão bem descrito por Patrick Carnes. O hábito da masturbação se transforma muito frequentemente em vício, ou seja, a pessoa não consegue mais controlar a atividade masturbatória, apesar de grandes esforços nesse sentido. Normalmente falta a essa pessoa um “insight”, ela precisa de terapia em conjunto com uma direção espiritual.Entretanto, às vezes o hábito da masturbação é temporário e circunstancial.
Lidando com a masturbação a partir do ponto de vista religioso
Ao nível pastoral não tem sentido nem serve para nada especular o quão responsável foi o viciado em masturbação pelo seu passado. É melhor ajudá-lo a preparar um programa espiritual.A maneira mais errada de lidar com a questão é pensar que os adolescentes vão parar de se masturbar quando crescerem. Muitos não deixam. Outro mito é dizer que quem pratica a masturbação tem menor chance de ter relações reais com outra pessoa de outro sexo ou do mesmo sexo. Isso pode ser verdade em algumas circunstâncias, mas a masturbação pode levar a agir com outras pessoas. Em alguns casos a masturbação foi recomendada como meio de aliviar as tensões do corpo, como uma forma de terapia sexual. Outros terapeutas usam a masturbação como um modo (alegam) terapêutico de reviver experiências sexuais traumáticas da infância (esse tipo de tratamento não é mais usado por terapeutas de prestígio). A masturbação mútua tem sido usada por homossexuais como forma de “sexo seguro”. Outros conselheiros minimizam o problema, não dão conselho algum, a não ser “não se preocupe com isso”.
De fato muitos padres, seminaristas e professores de religião nas escolas católicas consideram a masturbação um “não-assunto”, ou talvez um problema puramente psicológico. E por aí vai.Parece, entretanto, que a atitude correta é tratar a masturbação habitual e compulsiva como um problema aberto à soluções, desde que a pessoa siga um projeto espiritual. Ele deve assumir a responsabilidade pelo seu futuro. À medida que vai se tornando mais livre da desordem, ele também se torna mais responsável. Isso vai se tornando mais claro, e posso mostrar algumas situações típicas.
Adolescentes
É fato que adolescentes têm sido bombardeados com estímulos sexuais pela mídia, e os pais muitas vezes falham em dar orientações morais, e mesmo o clero e religiosos permanecem calados sobre o assunto. Por isso não é surpresa alguma que os adolescentes não saibam nada sobre a moralidade da masturbação. Muitos já se envolvem e se tornam viciados na prática antes mesmo de se conscientizarem plenamente que ela é moralmente errada.
Eu uso o termo “plenamente” porque, apesar de toda a lavagem cerebral de nossa cultura, muitos jovens sentem que a masturbação é errada. Ao mesmo tempo eles se sentem incapazes de controlar um hábito já existente, e em sua vergonha e culpa escondem-se e fogem de discutir o assunto com conselheiros, e fogem mais ainda de discutir o assunto com padres, já que eles são tidos como figuras autoritárias. Incertos sobre si mesmos, confusos acerca dos valores propostos pela cultura, e algumas vezes pela própria família, esses jovens facilmente se refugiam no mundo da fantasia do prazer sexual.Muitas vezes temerosos de relacionamentos reais com pessoas do outro sexo, eles mergulham no mundo da fantasia da masturbação. Adicione-se a isso o caos moral e os conselhos errados sobre masturbação em aulas de religião em algumas escolas católicas, e você pode compreender porque nossos jovens sequer mencionam no confessionário a masturbação como um problema moral.
Isso dá aos padres ainda mais motivos para responder seriamente aos jovens que levantam essa questão. Precisamos fornecer direcionamento espiritual adequado aos jovens, reconhecendo seu desejo de ser casto, e dando-lhes conselhos específicos no assunto.Talvez falhemos em perceber a quantidade de culpa presente em jovens com o hábito da masturbação. Eles percebem que há algo errado no que fazem, apesar de lhes falarem para “não se preocupar com isso”, ou “você não pode fazer nada”, ou “quando você crescer isso passa”. Eles precisam de orientação, mas não a receberão enquanto não forem informados sobre a moralidade da masturbação, e os fatores psicológicos que muitas vezes os impedem de exercer o livre-arbítrio. A minha opinião (e a de outros confessores) é que muitos adolescentes não comparecem à Santa Comunhão aos domingos por sentirem que não conseguem superar o hábito.Já com relação aos jovens adultos, o mito diria que esse hábito é para passar nessa idade. Mas com o casamento acontecendo cada vez mais tarde (depois dos 25 anos), com noivados durando anos a fio, e com o constante estímulo da mídia e da propaganda, não é surpresa que muitos homens e mulheres da masturbação, algumas vezes masturbação mútua. Pessoas muito envolvidas assim se consideram virgens, já que não aconteceu a penetração vaginal, são chamados de “tecnicamente virgens”, mas é preciso que eles reconquistem a virtude da pureza.Outras pessoas solteiras vivem na fantasia quando não estão trabalhando. Sem namorar com ninguém por uma variedade de razões, incertos sobre o que fazer da vida, e sem compromisso com esposa e filhos, frequentemente eles buscam refúgio em várias formas de fantasia, como revistas eróticas, etc. Estão muito ocupados com vários compromissos, e muito solitários. Sua tendência a se masturbar muitas vezes extrapola para um intercurso genital quando surge a oportunidade. Em outras palavras, seu ídolo é o sexo.É muito difícil chegar a esse grupo, que muitas vezes só vem à Igreja na Páscoa e no Natal, para agradar a família. Talvez quando chegarem aos 30 anos e perceberem que há mais na vida do eu só sexo, aí então venham buscar auxílio espiritual. Aqui a atividade sexual não é tanto o problema, mas um sintoma de uma profunda fuga do que é espiritual.Quanto aos adultos mais maduros, é minha experiência que quando cristãos atingem os 30 anos sem ter escolhido uma vocação na vida, tal como casamento, vida religiosa, sacerdotal, ou uma vida de solteiro servindo a Cristo no mundo, eles começam a se perguntar pelo sentido da vida pessoal. Ainda assim, os desejos sexuais permanecem fortes como antes, e talvez mais intensos, e a pessoa pode gastar mais tempo da fantasia, levando à masturbação freqüente.Isso, por sua vez, produz fortes sentimentos de vergonha e culpa. Se a pessoa não procura orientação espiritual para o problema, ou se quando procura não encontra nenhuma ajuda, ela vai continuar levando esse peso para a terceira idade.
Algumas diretivas espirituais
Acredito que as seguintes diretivas são úteis:
(1) Ajude a pessoa a refletir sobre o sentido da vida, suas esperanças, suas conquistas, seus desapontamentos, suas frustrações, sua solidão. Tente descobrir o que consome a pessoa, já que a masturbação geralmente é um sintoma da inquietude da alma, e precisamos atacar as causas do problema primeiro.
(2) Se possível, procure construir com a pessoa um projeto espiritual de vida.
(3) Conscientize a pessoa que a maioria dos seres humanos têm a tendência de fugir para mundos prazerosos de fantasia quando a realidade se torna dura e difícil, e a masturbação geralmente surge a partir da fantasia sexual. A estratégia espiritual é aprender como trazer a pessoa de volta da fantasia para a realidade tão cedo quanto possível, assim que se percebe que a fantasia sexual está envolvendo a pessoa. Uma técnica que funciona com algumas pessoas é fazer uma curta oração, e então começar a fazer algo de externo e físico, como por exemplo caminhar, fazer algum trabalho doméstico, e daí por diante. Já aconteceu de você se encontrar em uma fantasia de raiva, de inveja ou sexual, e o telefone tocar, e quando você vai atender a fantasia desvanece? A questão é se manter na realidade.
(4) Além de compartilhar o problema com um diretor espiritual, tente encontrar um grupo de suporte com o “Sexaholics Anonymous (S.A.)”. Cultivar amizades reais com pessoas reais reduz significativamente o poder da fantasia sexual, e dá à pessoa um sentido de valor pessoal.
Trecho do artigo “The Pastoral Problem of Masturbation”, de John F. Harvey, OSFS. Disponível no site Courage.net - http://couragerc.net/PIPMasturbation.html
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A Comunhão Eucarística na mão.
A Comunhão foi ministrada nas mãos dos fiéis até o século IX. Por causa de abusos e profanações, a partir daí a Igreja preferiu ministrar a Comunhão na boca. Depois do Concílio Vaticano II a prática antiga da Comunhão nas mãos foi restaurada, sob certas condições. No dia 3 de abril de 1985 a Sagrada Congregação Para o Culto Divino, publicou a segunte Notificação:
Protocolo 720/85
A Santa Sé , a partir de 1969, mantendo sempre em toda a Igreja o uso de distribuir a Comunhão, concede às Conferências Episcopais que o peçam, e em condições determinadas, a faculdade de distribuir a Comunhão na mão dos fiéis. Esta faculdade é regida pelas Instruções Memoriale Domini e Immensae Caritatis (29 de maio de 1969, AAS 61, 1969, 541´546; 29/1/1973, AAS 65, 1973; 264´271) assim como pelo Ritual De Sacra Communione publicado aos 21/6/1973, n.21. Todavia parece útil chamar a atenção para os seguintes pontos: 1. A Comunhão na mão deve manifestar, tanto quanto a Comunhão recebida na boca, o respeito para com a real presença de Cristo na Eucaristia. Por isso será preciso insistir, como faziam os Padres da Igreja, sobre a nobreza dos gestos dos fiéis. Assim, os recém batizados do fim do século IV recebiam a norma de estender as duas mãos fazendo “com a esquerda um trono para a direita, pois esta devia receber o Rei” (5ª Catequese Mistagógica de Jerusalém, n.21; PG 33, Col. 1125; São João Crisóstomo, homilia 47, PG 63,Col. 898, etc.). 2. Seguindo ainda os Padres, será preciso insistir sobre o Amém que o fiel diz em resposta às palavras do ministro: “O Corpo de Cristo”. Este Amém deve ser a afirmação da fé: “Quando pedes a Comunhão, o sacerdote te diz “O Corpo de Cristo”, e tu dizes “Amém”, “é isto mesmo”; o que a língua confessa, conserve´o o afeto” (S. Ambrósio, De Sacramentis 4,25).
3. O fiel que recebe a Eucaristia na mão, levá´la´á à boca antes de voltar ao seu lugar; apenas se afastará, ficando voltado para o altar, a fim de permitir que se aproxime aquele que o segue.
4. É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, que é a Comunhão com o Corpo de Cristo e com a Igreja. Eis porque o fiel não deve ele mesmo retirar a partícula de uma bandeja ou de uma cesta, como o faria se se tratasse de pão comum ou mesmo de pão bento, mas ele estende as mãos para receber a partícula do ministro da Comunhão.
5. Recomendar´se´á a todos, especialmente às crianças, a limpeza das mãos, em respeito à Eucaristia.
6. Será preciso previamente ministrar aos fiéis, uma catequese do rito, insistir sobre os sentimentos de adoração e a atitude de respeito que se exige (cf. Dominicae coenae n.11). Recomedar´se´lhes´á que cuidem de que não se percam fragmentos de pão consagrado (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, 2/5/1972, Prot.n. 89/71, em Notitiae 1972, p. 227).
7. Os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo. Essas normas e as que foram recomendadas pelos documentos da Sé Apostólica atrás citados, têm por finalidade lembrar o dever do respeito para com a Eucaristia independentemente do modo como se recebe a Comunhão. Insistam os pastores de almas não só sobre as disposições necessárias para a recepção frutuosa da Comunhão, que, em certos casos, exige o recurso ao Sacramento da Penitência; recomendem também a atitude exterior de respeito que, em seu conjunto, deve exprimir a fé do cristão na Eucaristia. Da sede da Congregação para o Culto Divino, aos 3 de abril de 1985. († Agostinho Mayer ´ Pró Prefeito; † Virgílio Noé ´ Secretário). (Transcrito da Revista Pergunte e Responderemos, n º 283, 1985, p.512). Observação: Em nota publicada no número de março´abril de 1999, no boletim Notitiae, a Congregação Para o Culto Divino reafirmou o que prescreve o n.7 na Notificação acima, respondendo sobre a obrigatoriedade de receber a Comunhão nas mãos: “Dos documentos da Santa Sé depreende´se claramente que nas dioceses em que o pão eucarístico é depositado nas mãos dos fiéis, a estes fica absolutamente garantido o direito de o receber sobre a língua. Aqueles que obrigam os comungantes a receber a santa Comunhão unicamente nas mãos como também aqueles que recusam aos fiéis a Comunnhão nas mãos nas dioceses que utilizam tal indulto, procedem contrariamente às normas estabelecidas. Segundo as normas referentes à distribuição da Santa Comunhão, estejam os ministros ordinários e extraordinários particularmente atentos a que os fiéis consumam imediatamente a partícula consagrada, de modo que ninguém se afaste com as espécies eucarísticas nas mãos. Em todo caso é para desejar que todos tenham presente que a tradição secular consiste em receber a Comuhão sobre a língua. O sacerdote celebrante, caso exista perigo de sacrilégio, não dê a Comunhão nas mãos dos fiéis e exponha´lhes as razões porque assim procede.” (Notitiae nº 392.393/1999, transcrito de Pergunte e Responderemos, nº 457, junho de 2000)
Protocolo 720/85
A Santa Sé , a partir de 1969, mantendo sempre em toda a Igreja o uso de distribuir a Comunhão, concede às Conferências Episcopais que o peçam, e em condições determinadas, a faculdade de distribuir a Comunhão na mão dos fiéis. Esta faculdade é regida pelas Instruções Memoriale Domini e Immensae Caritatis (29 de maio de 1969, AAS 61, 1969, 541´546; 29/1/1973, AAS 65, 1973; 264´271) assim como pelo Ritual De Sacra Communione publicado aos 21/6/1973, n.21. Todavia parece útil chamar a atenção para os seguintes pontos: 1. A Comunhão na mão deve manifestar, tanto quanto a Comunhão recebida na boca, o respeito para com a real presença de Cristo na Eucaristia. Por isso será preciso insistir, como faziam os Padres da Igreja, sobre a nobreza dos gestos dos fiéis. Assim, os recém batizados do fim do século IV recebiam a norma de estender as duas mãos fazendo “com a esquerda um trono para a direita, pois esta devia receber o Rei” (5ª Catequese Mistagógica de Jerusalém, n.21; PG 33, Col. 1125; São João Crisóstomo, homilia 47, PG 63,Col. 898, etc.). 2. Seguindo ainda os Padres, será preciso insistir sobre o Amém que o fiel diz em resposta às palavras do ministro: “O Corpo de Cristo”. Este Amém deve ser a afirmação da fé: “Quando pedes a Comunhão, o sacerdote te diz “O Corpo de Cristo”, e tu dizes “Amém”, “é isto mesmo”; o que a língua confessa, conserve´o o afeto” (S. Ambrósio, De Sacramentis 4,25).
3. O fiel que recebe a Eucaristia na mão, levá´la´á à boca antes de voltar ao seu lugar; apenas se afastará, ficando voltado para o altar, a fim de permitir que se aproxime aquele que o segue.
4. É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, que é a Comunhão com o Corpo de Cristo e com a Igreja. Eis porque o fiel não deve ele mesmo retirar a partícula de uma bandeja ou de uma cesta, como o faria se se tratasse de pão comum ou mesmo de pão bento, mas ele estende as mãos para receber a partícula do ministro da Comunhão.
5. Recomendar´se´á a todos, especialmente às crianças, a limpeza das mãos, em respeito à Eucaristia.
6. Será preciso previamente ministrar aos fiéis, uma catequese do rito, insistir sobre os sentimentos de adoração e a atitude de respeito que se exige (cf. Dominicae coenae n.11). Recomedar´se´lhes´á que cuidem de que não se percam fragmentos de pão consagrado (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, 2/5/1972, Prot.n. 89/71, em Notitiae 1972, p. 227).
7. Os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo. Essas normas e as que foram recomendadas pelos documentos da Sé Apostólica atrás citados, têm por finalidade lembrar o dever do respeito para com a Eucaristia independentemente do modo como se recebe a Comunhão. Insistam os pastores de almas não só sobre as disposições necessárias para a recepção frutuosa da Comunhão, que, em certos casos, exige o recurso ao Sacramento da Penitência; recomendem também a atitude exterior de respeito que, em seu conjunto, deve exprimir a fé do cristão na Eucaristia. Da sede da Congregação para o Culto Divino, aos 3 de abril de 1985. († Agostinho Mayer ´ Pró Prefeito; † Virgílio Noé ´ Secretário). (Transcrito da Revista Pergunte e Responderemos, n º 283, 1985, p.512). Observação: Em nota publicada no número de março´abril de 1999, no boletim Notitiae, a Congregação Para o Culto Divino reafirmou o que prescreve o n.7 na Notificação acima, respondendo sobre a obrigatoriedade de receber a Comunhão nas mãos: “Dos documentos da Santa Sé depreende´se claramente que nas dioceses em que o pão eucarístico é depositado nas mãos dos fiéis, a estes fica absolutamente garantido o direito de o receber sobre a língua. Aqueles que obrigam os comungantes a receber a santa Comunhão unicamente nas mãos como também aqueles que recusam aos fiéis a Comunnhão nas mãos nas dioceses que utilizam tal indulto, procedem contrariamente às normas estabelecidas. Segundo as normas referentes à distribuição da Santa Comunhão, estejam os ministros ordinários e extraordinários particularmente atentos a que os fiéis consumam imediatamente a partícula consagrada, de modo que ninguém se afaste com as espécies eucarísticas nas mãos. Em todo caso é para desejar que todos tenham presente que a tradição secular consiste em receber a Comuhão sobre a língua. O sacerdote celebrante, caso exista perigo de sacrilégio, não dê a Comunhão nas mãos dos fiéis e exponha´lhes as razões porque assim procede.” (Notitiae nº 392.393/1999, transcrito de Pergunte e Responderemos, nº 457, junho de 2000)
COMUNHÃO NA MÃO?
Sirvamos de motivação para introdução o seguinte trecho da conclusão do livreto “Por que ajoelhar-se?” do teólogo Enrico Zoffoli (Ed. Diákonos, Anápolis-GO):
“Portanto, constitui verdadeira e grave ameaça de laicização do culto e de supressão do “sagrado”, o projeto da construção de novas igrejas, que impede aos fiéis de exprimirem a mais intensa participação do SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO, que é o ápice e a fonte de todo culto e da vida cristã.” É um plano, continua o P. Zoffoli, de obrigar os fiéis a ficarem de pé ou sentados (eliminando os bancos genuflexórios), o qual obedece à mesma lógica com a qual, já há tantos anos, foram retiradas as mesas da comunhão, permitiu-se receber o Santíssimo de pé e nas mãos, e estar sentados depois da Comunhão.
A Comunhão na mão está pois, na mesmo lógica de todas as inovações apontadas pelo P. Zoffoli, que agem sempre no sentido de dessacralizar aquilo que tem de mais sagrado na Igreja, a Santa Missa e a Sagrada Comunhão.
COMUNHÃO NA MÃO NA ANTIGUIDADE CRISTÃ?
Falsamente se pretendeu justificar essa prática alegando que Nosso Senhor assim o fez com os Apóstolos, e estes num sentido de imitação A deram a outros do mesmo modo. Estas razões não valem: - 1) porque os Apóstolos já eram sacerdotes, e mais ainda, bispos. – 2) porque, assim como o dogma, também na liturgia ocorreu um desenvolvimento orgânico, conduzido pelo Espírito Santo, visando atingir a uma sempre mais precisa expressão da verdade, e a mais digna expressão do culto. E isso se deu tanto nas formulações da Fé (no dogma), como as manifestações externas de maior respeito às coisas sagradas (na liturgia). Com a nova liturgia e Missa aconteceu, porém, um incrível retrocesso.
Na Encíclica Mediator Dei o papa Pio XII condenou como reprovável o “arcaísmo”, a simples volta de práticas dos começos do cristianismo. Continua Sua Santidade dando como exemplo o altar voltado para o povo. Na época do Concílio Vaticano II levantou-se novamente essa bandeira. Mas, anos depois o Cardeal Ratzinger que essa prática “FOI UM ERRO DE INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA”. Assim como ele, Mons. Gamber também afirma: “Podemos provar, com certeza, que jamais houve celebração versus populum, tanto na Igreja do Ocidente, como na do Oriente (30 Dias, p.67, jun., 1993).
O QUE DIZ A HISTÓRIA ECLESIÁSTICA
O costume da comunhão na mão foi gradativamente sendo restringido até a sua completa supressão, pelos inconvenientes que acarretava e acarreta.
Podemos um decreto do Papa Santo Eutiquiano (275-283):
“Que ninguém ouse entregar a Comunhão a um homem leigo ou a uma mulher, para levá-la a um doente”. E S. Basílio nos assegura que, somente em casos de necessidade, de podia abrogar tal proibição.
Logo adiante, no ano de 380 no Concilio de Saragoza, lançava excomunhão a quem tratasse a Santa Comunhão como em tempos de perseguição (onde sua distribuição por leigos era permitida). Reforçando que na Igreja a prática sempre foi do sacerdote dar ele próprio a Hóstia consagrada S. Gregório conta um milagre de S. Agapito (535-536) que curou um surdo-mudo no momento em que colocou-lhe na boca o Corpo do Senhor. E consta que era assim que o próprio S. Gregório distribuía a Comunhão.
Santo Tomás na Summa Theologica III, q. 32, a. 3, expõe os motivos muito sérios que interditam aos leigos tocar as sagradas Espécies. Assim também o faz Paulo VI na Memoriale Domini, de 29.05.1969, na sua primeira parte. O Concilio de Trento só o fez reafirmar e manter essa prática contra os erros protestantes que, no século XVI, a reintroduziram, antecipando-se aos atuais modernistas.
TRADIÇÃO FALSA
Para adotar a comunhão na mão recorre-se, freqüentemente às Catequeses Mistagógicas de S. Cirilo de Jerusalém (séc. IV) – mas, sabe-se que não são todas autênticas -, e cita-se a passagem: “Aproximando se, pois, [o fiel] não com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos separados, mas pondo a mão esquerda debaixo da direita a modo de trono, porque ela é destinada a receber o rei, e com a mão direita côncava, recebe o Corpo de Cristo, respondendo Amém”.
Os que citam esse texto, já tão romântico, para justificar a adoção da comunhão na mão, não passam desse Amém. Por conveniência? Assim continua o texto: “Depois de teres santificado os teus olhos pela vista do Corpo de Cristo, aproxima-se também do cálice de seu Sangue sem estender as mãos, mas ajoelhado em sinal de adoração e de veneração, dizendo Amém, tu te santificas tomando também do sangue de Cristo. E enquanto tens ainda os lábios úmidos com ele, toca-o com as mãos e depois por elas, santifica os olhos, a testa e todos os outros sentidos... Não vos separeis da Comunhão, nem vos priveis destes mistérios sagrados e espirituais, mesmo se estiverdes corrompido pelos pecados”. (P. G. XXXIII, col. 1123-1126)
Quem poderá sustentar que um tão extravagante rito tenha sido, mesmo por pouco tempo, habitual na Igreja católica? Além de práticas ridículas, ela incita à comunhão sacrílega. Para lembrar a seriedade e respeito que a Igreja sempre tratou a Sagrada Eucaristia basta lembrar a advertência de S. Paulo na 1.ª Carta aos Coríntios: “Por isso, aquele que comer deste pão e beber deste cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque quem come e bebe, sem discernir o Corpo, come e bebe a sua condenação” (11, 27-29).
Sabe-se que esses ritos extravagantes e até sacrílegos foram introduzidos nas Catequeses de S. Cirilo na gestão de seu sucessor. Muitos pensam no bispo João, um cripto-ariano que foi combatido por S. Epifânio, S. Jerônimo e S. Agostinho. De fato, os arianos, porque negavam a divindade de Jesus Cristo, e pois, a sua presença na Eucaristia, davam a comunhão na mão para significar a sua heresia. Desse rito atribuído a S. Cirilo, diz Leclerq no "Dicionário de Arqueologia Cristã e Liturgia" ser “uma liturgia de fantasia”.Quem a reintroduziu na Igreja não só cometeram um “erro de interpretação histórica”, mas de completa falta de senso pastoral. E tornaram-se responsáveis diante de Deus, por todos os inconvenientes que levaram a Igreja a suprimir tal prática. E por muitos outros que a tendência dessacralizante de nossa época acarreta no sentido de banalizar as coisas sagradas. São, pois, os responsáveis por todos os sacrilégios e profanações daí decorrentes.
Nosso agradecimento sincero a quem colocou este texto na internet. Que Deus o abençoe!
“Portanto, constitui verdadeira e grave ameaça de laicização do culto e de supressão do “sagrado”, o projeto da construção de novas igrejas, que impede aos fiéis de exprimirem a mais intensa participação do SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO, que é o ápice e a fonte de todo culto e da vida cristã.” É um plano, continua o P. Zoffoli, de obrigar os fiéis a ficarem de pé ou sentados (eliminando os bancos genuflexórios), o qual obedece à mesma lógica com a qual, já há tantos anos, foram retiradas as mesas da comunhão, permitiu-se receber o Santíssimo de pé e nas mãos, e estar sentados depois da Comunhão.
A Comunhão na mão está pois, na mesmo lógica de todas as inovações apontadas pelo P. Zoffoli, que agem sempre no sentido de dessacralizar aquilo que tem de mais sagrado na Igreja, a Santa Missa e a Sagrada Comunhão.
COMUNHÃO NA MÃO NA ANTIGUIDADE CRISTÃ?
Falsamente se pretendeu justificar essa prática alegando que Nosso Senhor assim o fez com os Apóstolos, e estes num sentido de imitação A deram a outros do mesmo modo. Estas razões não valem: - 1) porque os Apóstolos já eram sacerdotes, e mais ainda, bispos. – 2) porque, assim como o dogma, também na liturgia ocorreu um desenvolvimento orgânico, conduzido pelo Espírito Santo, visando atingir a uma sempre mais precisa expressão da verdade, e a mais digna expressão do culto. E isso se deu tanto nas formulações da Fé (no dogma), como as manifestações externas de maior respeito às coisas sagradas (na liturgia). Com a nova liturgia e Missa aconteceu, porém, um incrível retrocesso.
Na Encíclica Mediator Dei o papa Pio XII condenou como reprovável o “arcaísmo”, a simples volta de práticas dos começos do cristianismo. Continua Sua Santidade dando como exemplo o altar voltado para o povo. Na época do Concílio Vaticano II levantou-se novamente essa bandeira. Mas, anos depois o Cardeal Ratzinger que essa prática “FOI UM ERRO DE INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA”. Assim como ele, Mons. Gamber também afirma: “Podemos provar, com certeza, que jamais houve celebração versus populum, tanto na Igreja do Ocidente, como na do Oriente (30 Dias, p.67, jun., 1993).
O QUE DIZ A HISTÓRIA ECLESIÁSTICA
O costume da comunhão na mão foi gradativamente sendo restringido até a sua completa supressão, pelos inconvenientes que acarretava e acarreta.
Podemos um decreto do Papa Santo Eutiquiano (275-283):
“Que ninguém ouse entregar a Comunhão a um homem leigo ou a uma mulher, para levá-la a um doente”. E S. Basílio nos assegura que, somente em casos de necessidade, de podia abrogar tal proibição.
Logo adiante, no ano de 380 no Concilio de Saragoza, lançava excomunhão a quem tratasse a Santa Comunhão como em tempos de perseguição (onde sua distribuição por leigos era permitida). Reforçando que na Igreja a prática sempre foi do sacerdote dar ele próprio a Hóstia consagrada S. Gregório conta um milagre de S. Agapito (535-536) que curou um surdo-mudo no momento em que colocou-lhe na boca o Corpo do Senhor. E consta que era assim que o próprio S. Gregório distribuía a Comunhão.
Santo Tomás na Summa Theologica III, q. 32, a. 3, expõe os motivos muito sérios que interditam aos leigos tocar as sagradas Espécies. Assim também o faz Paulo VI na Memoriale Domini, de 29.05.1969, na sua primeira parte. O Concilio de Trento só o fez reafirmar e manter essa prática contra os erros protestantes que, no século XVI, a reintroduziram, antecipando-se aos atuais modernistas.
TRADIÇÃO FALSA
Para adotar a comunhão na mão recorre-se, freqüentemente às Catequeses Mistagógicas de S. Cirilo de Jerusalém (séc. IV) – mas, sabe-se que não são todas autênticas -, e cita-se a passagem: “Aproximando se, pois, [o fiel] não com as palmas das mãos abertas, nem com os dedos separados, mas pondo a mão esquerda debaixo da direita a modo de trono, porque ela é destinada a receber o rei, e com a mão direita côncava, recebe o Corpo de Cristo, respondendo Amém”.
Os que citam esse texto, já tão romântico, para justificar a adoção da comunhão na mão, não passam desse Amém. Por conveniência? Assim continua o texto: “Depois de teres santificado os teus olhos pela vista do Corpo de Cristo, aproxima-se também do cálice de seu Sangue sem estender as mãos, mas ajoelhado em sinal de adoração e de veneração, dizendo Amém, tu te santificas tomando também do sangue de Cristo. E enquanto tens ainda os lábios úmidos com ele, toca-o com as mãos e depois por elas, santifica os olhos, a testa e todos os outros sentidos... Não vos separeis da Comunhão, nem vos priveis destes mistérios sagrados e espirituais, mesmo se estiverdes corrompido pelos pecados”. (P. G. XXXIII, col. 1123-1126)
Quem poderá sustentar que um tão extravagante rito tenha sido, mesmo por pouco tempo, habitual na Igreja católica? Além de práticas ridículas, ela incita à comunhão sacrílega. Para lembrar a seriedade e respeito que a Igreja sempre tratou a Sagrada Eucaristia basta lembrar a advertência de S. Paulo na 1.ª Carta aos Coríntios: “Por isso, aquele que comer deste pão e beber deste cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque quem come e bebe, sem discernir o Corpo, come e bebe a sua condenação” (11, 27-29).
Sabe-se que esses ritos extravagantes e até sacrílegos foram introduzidos nas Catequeses de S. Cirilo na gestão de seu sucessor. Muitos pensam no bispo João, um cripto-ariano que foi combatido por S. Epifânio, S. Jerônimo e S. Agostinho. De fato, os arianos, porque negavam a divindade de Jesus Cristo, e pois, a sua presença na Eucaristia, davam a comunhão na mão para significar a sua heresia. Desse rito atribuído a S. Cirilo, diz Leclerq no "Dicionário de Arqueologia Cristã e Liturgia" ser “uma liturgia de fantasia”.Quem a reintroduziu na Igreja não só cometeram um “erro de interpretação histórica”, mas de completa falta de senso pastoral. E tornaram-se responsáveis diante de Deus, por todos os inconvenientes que levaram a Igreja a suprimir tal prática. E por muitos outros que a tendência dessacralizante de nossa época acarreta no sentido de banalizar as coisas sagradas. São, pois, os responsáveis por todos os sacrilégios e profanações daí decorrentes.
Nosso agradecimento sincero a quem colocou este texto na internet. Que Deus o abençoe!
“Em caso nenhum se permita a Comunhão na mão”.
Na Igreja Latina, a fé viva na Presença Real se ostenta mediante a genuflexão e a postura genuflexa, quando se passa diante ou quando se está em presença da Santa Hóstia Consagrada, ou solenemente exposta, ou em reserva no sacrário. Semelhante atitude baseia-se na Sagrada Escritura. Nela. de fato, lemos que tal atitude é, no fiel, o sinal da adoração. Assim, são louvados os milhares de judeus que “não curvaram os joelhos diante de Baal” (Rom. 11, 4); e, a respeito do Deus verdadeiro, diz o Senhor em Isaías, que “a Ele se curvará todo joelho” (44, 23 – cf. Rom. 14, 11 ). Mais diretamente a Jesus Cristo, declara o Apóstolo que ao seu nome “dobra-se todo joelho, no Céu, na terra e nos infernos ” (Fil. 2, 10). Aliás, era a maneira como externavam sua fé no Salvador aqueles que Lhe pediam algum benefício (cf. Mat. 17, 14; Marc. 1, 40). Na Santa Igreja, o costume de dobrar os joelhos diante do Santíssimo Sacramento, além da adoração devida a tão excelso Senhor, tenciona, outrossim, manifestar reparação pelas injúrias com que a soldadesca infrene ludibriou do misericordioso Salvador, após a flagelação e coroação de espinhos: “de joelhos diante d’Ele, d’Ele zombavam” (Mat. 27, 29).
Fixa-se assim numa Tradição Apostólica o hábito de manifestar, mediante a genuflexão e a postura ajoelhada, nossa fé viva na Divindade de Jesus Cristo, substancialmente presente no altar. Eis porque recebe o fiel a Sagrada Comunhão de joelhos. Não o faz o Sacerdote na Missa, porque ele aí está representando a pessoa de Jesus Cristo. ‘Agit in ,persona Chisti”. faz as vezes de Cristo como sacrificador, ofício que de modo algum compete ao fiel. Fora da Missa, também o Sacerdote comunga de joelhos.
Não há por que deixar uso tão excelente
Não somente porque é um costume imemorial, com base na Bíblia Sagrada, como peia mesma natureza do ato, a genuflexão raros compenetra de humildade, leva-nos a reconhecer nossa pequenez de criaturas diante da transcendência inefável de Deus, e mais ainda, nossa condição de pecadores que só pela mortificação e a graça chegaremos a dominar nosso orgulho e demais paixões, e a viver como verdadeiros filhos adotivos de Deus, remidos pelo Sangue preciosismo de Jesus Cristo.
De onde, a substituição de semelhante costume piedoso por outro só poderia justificar-se, no caso de uma excelência superior tão grande que compensasse também o mal que há em toda mudança, como ensina Santo Tomás de Aquino (1. 2. q. 97, a. 2) com relação aos hábitos que dão vida às leis. Fiel a esta doutrina do Aquinate, o II Concílio do Vaticano estabelece que não se devem introduzir modificações na Liturgia, a não ser quando verdadeiramente necessárias, e assim mesmo, manda que as novas fórmulas dimanem organicamente das já existentes (Const. “Sacrosanctum Concilium”, n° 23).
Ora, o novo modo de comungar não oferece a excelência que sua introdução está a pedir. De fato, comungar de pé é coisa que não apresenta a seu favor textos da Sagrada Escritura, não tem as vantagens espirituais que a postura de joelhos traz consigo, como acima observamos, e tem os inconvenientes de toda mudança, que relaxa em vez de afervorar os fiéis.
Por isso, deve-se conservar o hábito de comungar de joelhos. [...]
Recomendamos, portanto, a todos os caríssimos Sacerdotes que exercem o ministério no nosso Bispado, que se atenham a esta disposição diocesana: só distribuam a Sagrada Comunhão aos fiéis ajoelhados, admitindo apenas exceções em casos pessoais, quando alguma enfermidade torna impossível, ou quase, o ajoelhar-se. Em caso nenhum se permita a Comunhão na mão.
Dom Antônio de Castro Mayer, Circular sobre a Reverência aos Santos Sacramentos, 21 de novembro de 1970.
Fixa-se assim numa Tradição Apostólica o hábito de manifestar, mediante a genuflexão e a postura ajoelhada, nossa fé viva na Divindade de Jesus Cristo, substancialmente presente no altar. Eis porque recebe o fiel a Sagrada Comunhão de joelhos. Não o faz o Sacerdote na Missa, porque ele aí está representando a pessoa de Jesus Cristo. ‘Agit in ,persona Chisti”. faz as vezes de Cristo como sacrificador, ofício que de modo algum compete ao fiel. Fora da Missa, também o Sacerdote comunga de joelhos.
Não há por que deixar uso tão excelente
Não somente porque é um costume imemorial, com base na Bíblia Sagrada, como peia mesma natureza do ato, a genuflexão raros compenetra de humildade, leva-nos a reconhecer nossa pequenez de criaturas diante da transcendência inefável de Deus, e mais ainda, nossa condição de pecadores que só pela mortificação e a graça chegaremos a dominar nosso orgulho e demais paixões, e a viver como verdadeiros filhos adotivos de Deus, remidos pelo Sangue preciosismo de Jesus Cristo.
De onde, a substituição de semelhante costume piedoso por outro só poderia justificar-se, no caso de uma excelência superior tão grande que compensasse também o mal que há em toda mudança, como ensina Santo Tomás de Aquino (1. 2. q. 97, a. 2) com relação aos hábitos que dão vida às leis. Fiel a esta doutrina do Aquinate, o II Concílio do Vaticano estabelece que não se devem introduzir modificações na Liturgia, a não ser quando verdadeiramente necessárias, e assim mesmo, manda que as novas fórmulas dimanem organicamente das já existentes (Const. “Sacrosanctum Concilium”, n° 23).
Ora, o novo modo de comungar não oferece a excelência que sua introdução está a pedir. De fato, comungar de pé é coisa que não apresenta a seu favor textos da Sagrada Escritura, não tem as vantagens espirituais que a postura de joelhos traz consigo, como acima observamos, e tem os inconvenientes de toda mudança, que relaxa em vez de afervorar os fiéis.
Por isso, deve-se conservar o hábito de comungar de joelhos. [...]
Recomendamos, portanto, a todos os caríssimos Sacerdotes que exercem o ministério no nosso Bispado, que se atenham a esta disposição diocesana: só distribuam a Sagrada Comunhão aos fiéis ajoelhados, admitindo apenas exceções em casos pessoais, quando alguma enfermidade torna impossível, ou quase, o ajoelhar-se. Em caso nenhum se permita a Comunhão na mão.
Dom Antônio de Castro Mayer, Circular sobre a Reverência aos Santos Sacramentos, 21 de novembro de 1970.
D. Nicola Bux e a Comunhão na mão.
“Lamento, mas não existe nenhum texto da Tradição que a sustente”.
Entrevista de D. Nicola Bux concedida a Bruno Volpe:
Don Bux, qual é a maneira mais correta de comungar?
Diria que são duas. Há a posição de pé, recebendo a partícula na boca, ou de joelhos. Não vejo uma terceira via.
Falemos da posição vertical…
Está bem, não tenho nada contra ela. O importante é que o fiel esteja intimamente consciente do que vai receber, isto é, que não se aproxime da Comunhão com uma despreocupação que demonstra imaturidade e absoluta distância de Deus.
Comunhão de pé… mas o que é melhor?
Veja, até a Comunhão de pé, se feita com devoção, compunção e sentido do sagrado, não está mal. Seria belo e conveniente, sem dúvida, que a Comunhão (inclusive quando de pé) seja precedida por um sinal formal de reverência, ou seja, a cabeça coberta para as mulheres, o sinal da cruz ou uma inclinação de amor.
Mas, por que freqüentemente as pessoas se aproximam da Comunhão como se fosse um buffet?
Gosto desta expressão e em parte é também correta. Muitos se levantam mecanicamente e não sabe, e nem sequer imaginam, o que recebem. Pensa-se que a participação na Missa inclui automaticamente a Comunhão, à qual devem se aproximar somente aqueles que estão realmente na graça de Deus.
Nos últimos meses, o Papa Bento XVI tem administrado a Comunhão de joelhos…
Tem feito muito bem. Considero que o ajoelhar-se para receber a Comunhão ajuda a recolher o espírito e a compreender mais o mistério. Ajoelhar-se diante do Corpo de Cristo é um ato de amor e de humildade agradável a Deus, que nos faz reavaliar este sentido do sagrado atualmente à deriva e perdido, ou, ao menos, diminuído.
Em resumo, a Comunhão de joelhos ajuda o espírito…
Certamente, favorece o recolhimento e a espiritualidade. Considero que a posição de joelhos para receber a Comunhão é a que mais responde ao sentido do mistério e do sagrado.
E a comunhão na mão?
Lamento, mas não existe nenhum texto da Tradição que a sustente. Nem sequer o tomai e comei todos: não há nenhuma menção da mão e, se quisermos, os apóstolos eram sacerdotes e tinham o direito à Comunhão na mão. Os orientais não a permitem.
Numa igreja de Roma, a da Caravita, geralmente muito concorrida especialmente pela comunidade católica mexicana, um sacerdote jesuíta [...] faz os fiéis tomarem pessoalmente a partícula e molhá-la no cálice. É correto?
Trata-se de um abuso gravíssimo e intolerável, do qual faz bem em me avisar e do qual o bispo deve tomar consciência e conhecimento. Os parágrafos 88 e 94 [da Redemptionis Sacramentum] afirmam que não é permitido aos fiéis tomar por si mesmos a hóstia ou passar o cálice de mão em mão. Creio que a Comunhão não é válida. Analisarei o problema, mas estamos diante de um abuso inadmissível que deve ser reprimido o quanto antes.
Fonte: La Buhardilla de Jeronimo
Entrevista de D. Nicola Bux concedida a Bruno Volpe:
Don Bux, qual é a maneira mais correta de comungar?
Diria que são duas. Há a posição de pé, recebendo a partícula na boca, ou de joelhos. Não vejo uma terceira via.
Falemos da posição vertical…
Está bem, não tenho nada contra ela. O importante é que o fiel esteja intimamente consciente do que vai receber, isto é, que não se aproxime da Comunhão com uma despreocupação que demonstra imaturidade e absoluta distância de Deus.
Comunhão de pé… mas o que é melhor?
Veja, até a Comunhão de pé, se feita com devoção, compunção e sentido do sagrado, não está mal. Seria belo e conveniente, sem dúvida, que a Comunhão (inclusive quando de pé) seja precedida por um sinal formal de reverência, ou seja, a cabeça coberta para as mulheres, o sinal da cruz ou uma inclinação de amor.
Mas, por que freqüentemente as pessoas se aproximam da Comunhão como se fosse um buffet?
Gosto desta expressão e em parte é também correta. Muitos se levantam mecanicamente e não sabe, e nem sequer imaginam, o que recebem. Pensa-se que a participação na Missa inclui automaticamente a Comunhão, à qual devem se aproximar somente aqueles que estão realmente na graça de Deus.
Nos últimos meses, o Papa Bento XVI tem administrado a Comunhão de joelhos…
Tem feito muito bem. Considero que o ajoelhar-se para receber a Comunhão ajuda a recolher o espírito e a compreender mais o mistério. Ajoelhar-se diante do Corpo de Cristo é um ato de amor e de humildade agradável a Deus, que nos faz reavaliar este sentido do sagrado atualmente à deriva e perdido, ou, ao menos, diminuído.
Em resumo, a Comunhão de joelhos ajuda o espírito…
Certamente, favorece o recolhimento e a espiritualidade. Considero que a posição de joelhos para receber a Comunhão é a que mais responde ao sentido do mistério e do sagrado.
E a comunhão na mão?
Lamento, mas não existe nenhum texto da Tradição que a sustente. Nem sequer o tomai e comei todos: não há nenhuma menção da mão e, se quisermos, os apóstolos eram sacerdotes e tinham o direito à Comunhão na mão. Os orientais não a permitem.
Numa igreja de Roma, a da Caravita, geralmente muito concorrida especialmente pela comunidade católica mexicana, um sacerdote jesuíta [...] faz os fiéis tomarem pessoalmente a partícula e molhá-la no cálice. É correto?
Trata-se de um abuso gravíssimo e intolerável, do qual faz bem em me avisar e do qual o bispo deve tomar consciência e conhecimento. Os parágrafos 88 e 94 [da Redemptionis Sacramentum] afirmam que não é permitido aos fiéis tomar por si mesmos a hóstia ou passar o cálice de mão em mão. Creio que a Comunhão não é válida. Analisarei o problema, mas estamos diante de um abuso inadmissível que deve ser reprimido o quanto antes.
Fonte: La Buhardilla de Jeronimo
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